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Quinto suspeito de triplo homicídio na Argentina é preso
Um quinto suspeito do assassinato de três mulheres em Buenos Aires, uma delas adolescente, foi preso na Bolívia, informaram as autoridades argentinas, que investigam o caso como ligado ao tráfico de drogas.
O crime chocou a Argentina, onde manifestações são esperadas em todo o país neste sábado (27). O ato principal será uma passeata na capital, da Praça de Maio até o Congresso da Nação.
Os corpos de Morena Verdi, de 20 anos, de sua prima Brenda del Castillo (20) e Lara Gutiérrez (15), foram encontrados na quarta-feira esquartejados e enterrados em uma casa na periferia sul de Buenos Aires. Elas foram vistas pela última vez em 19 de setembro, ao embarcarem em uma van.
Segundo o ministro de Segurança da província de Buenos Aires, Javier Alonso, elas foram torturadas e assassinadas na casa onde foram enterradas posteriormente, em um crime transmitido nas redes sociais para um grupo fechado de cerca de 45 pessoas, aparentemente como um ato de "instrução" após um roubo de drogas.
A Meta, dona do Instagram, rechaçou neste sábado que a suposta transmissão tenha sido realizada nesta rede social, como havia afirmado Alonso com base nas primeira averiguações.
"Não encontramos nenhuma evidência que indique que essa transmissão ao vivo tenha ocorrido no Instagram. Nossa equipe continua cooperando com a investigação deste crime horrível", disse um porta-voz da Meta.
Já são cinco os detidos pelo triplo crime: três homens e duas mulheres.
O último foi detido na noite de sexta-feira na cidade boliviana de Villazón, em um hotel a 600 metros da província argentina de Jujuy, graças à colaboração policial entre ambos os países, indicou o Ministério da Segurança argentino.
Ele é acusado de fornecer apoio logístico com um carro.
Os presos enfrentam acusações de "homicídio qualificado por traição", segundo o advogado da vítima mais nova, Gonzalo Fuenzalida.
Além disso, as autoridades divulgaram o nome do homem suspeito de ser o mandante dos crimes. Trata-se de um peruano de 20 anos conhecido como "Pequeño J", cuja base de operações criminosas fica em Zavaleta, um bairro marginalizado no sul da capital argentina.
O promotor Adrián Arribas emitiu contra ele um pedido de captura internacional.
Outro homem de 23 anos, identificado como braço direito de "Pequeño J", também está sendo procurado.
"São medidas preventivas, não sabemos se estão no país ou não", disse Patricia Bullrich, ministra da Segurança da Argentina, à Rádio Mitre.
As três mulheres, uma delas mãe de um bebê de um ano, moravam em um bairro pobre de Buenos Aires.
"Elas estavam com as pessoas erradas na hora errada, nada mais. Não tinham nada a ver", disse Federico Celedón, de 26 anos, primo de Morena e Brenda, à AFP.
As três teriam encontrado com seus assassinos após serem enganadas com uma oferta de trabalho sexual, segundo reportagens da imprensa que citam fontes anônimas.
F.Stadler--VB