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Um ano depois do assassinato de Nasrallah, Hezbollah rejeita se desarmar
O movimento islamista libanês Hezbollah rejeita renunciar às armas, reiterou neste sábado (27) seu líder, Naim Qasem, diante de dezenas de milhares de partidários da organização pró-iraniana que relembravam a morte de seu antecessor, Hassan Nasrallah, assassinado há um ano por Israel.
"Não abandonaremos nossas armas. Não permitiremos o desarmamento. Enfrentaremos (...) esta batalha existencial" e "estamos preparados para o martírio", assegurou o novo chefe do Hezbollah, em Beirute.
Enfraquecido por uma guerra sangrenta contra Israel, que terminou com um cessar-fogo em novembro, o Hezbollah, que dominava a vida política no Líbano, está submetido a uma intensa pressão para entregar suas armas ao Estado libanês.
A pedido dos Estados Unidos, o exército elaborou um plano para desarmá-lo, começando pelo sul do país, fronteiriço com Israel.
"Morte aos Estados Unidos! Morte a Israel!", gritava este sábado a multidão, tremulando as bandeiras amarelas do grupo e bandeiras libanesas e iranianas, segundo um jornalista da AFP.
"O que aconteceu desde a última guerra reforçou nossa determinação (...) Não entregaremos nossas armas", assegurou Wissam Hodroj, um funcionário de 51 anos que trabalha no Iraque e que viajou a Beirute para as manifestações.
Hassan Nasrallah foi assassinado durante um bombardeio israelense que destruiu um bloco inteiro de residências em um subúrbio do sul de Beirute em 27 de setembro de 2024.
Seu sucessor designado, Hashem Safiedin, também morreu em outro bombardeio no início de outubro.
A morte de Nasrallah foi um golpe muito duro para o movimento armado, que perdeu a maior parte de seus líderes militares na guerra.
O Hezbollah abriu uma frente contra Israel pouco depois de começar a guerra na Faixa de Gaza entre o exército israelense e o Hamas, desencadeada pelo ataque desse movimento islamista palestino no sul de Israel em 7 de outubro de 2023. Ao iniciar as hostilidades, o Hezbollah alegou atuar em apoio ao Hamas, seu aliado.
Os confrontos se transformaram em uma guerra aberta em setembro de 2024, que se prolongou até o cessar-fogo estabelecido em 27 de novembro.
No entanto, Israel continua bombardeando com frequência os alvos do Hezbollah no Líbano.
L.Stucki--VB