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Venezuela diz que 'ameaça militar' dos EUA 'viola carta da ONU'
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela disse nesta sexta-feira (26) que a operação militar dos Estados Unidos no Caribe "viola" a carta das Nações Unidas.
O chanceler Yván Gil representou o governo do presidente Nicolás Maduro perante a Assembleia Geral da ONU.
Há um mês, os Estados Unidos enviaram oito navios de guerra e um submarino para o Mar do Caribe, onde, afirmam, já destruíram três embarcações com drogas provenientes da Venezuela, com um saldo de 14 mortos.
Gil denunciou na ONU "uma ameaça militar absolutamente ilegal e totalmente imoral que viola a Carta da ONU, os direitos da Venezuela como Estado soberano e, inclusive, as próprias leis dos Estados Unidos".
E reiterou que essas ações têm como objetivo "apoderar-se de suas riquezas naturais e produzir uma 'mudança de regime'". Washington não reconhece a presidência de Nicolás Maduro na Venezuela ao considerar fraudulentas suas duas reeleições, em 2018 e 2024.
Além disso, ambos os países romperam relações em 2019, quando o presidente Donald Trump impôs sanções contra a nação sul-americana, incluindo um embargo ao petróleo.
"A Venezuela não foi, não é, nem será jamais uma ameaça para qualquer nação", indicou Gil.
O discurso coincide com uma notícia veiculada pela emissora NBC sobre planos de Washington para atacar alvos do narcotráfico dentro da Venezuela.
"Inventam mentiras vulgares e perversas que ninguém acredita – nem nos Estados Unidos, nem no mundo – para justificar uma milionária ameaça militar atroz, extravagante e imoral", afirmou Gil, sem fazer menção à informação da NBC.
B.Baumann--VB