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Cerca de 20% dos cargos administrativos do grupo aéreo Lufthansa estariam ameaçados
O Lufthansa, maior grupo aéreo da Europa, prevê reduzir em até 20% seus cargos administrativos para cortar custos frente à concorrência, informaram à AFP, nesta sexta-feira (26), fontes que falaram sob a condição do anonimato.
Estas supressões de cargos poderiam afetar cerca de 3 mil das 15 mil pessoas que trabalham na gestão do grupo aéreo, segundo reportagens publicadas nesta sexta-feira, confirmadas à AFP.
O grupo, que emprega 103 mil pessoas nas empresas Lufthansa Airlines, Austrian, Swiss, Eurowing, Brussels Airlines, e ao qual, em 2025, integrou-se a empresa italiana ITA airways, realizará, na segunda-feira (29), seu dia do investidor em Munique, onde suas metas financeiras serão reveladas.
Contactada pela AFP, Lufthansa não quis comentar as possíveis supressões de empregos, reportadas anteriormente pela agência Reuters.
O chefe do grupo, Carsten Spohr, justificou, nesta sexta-feira, em uma reunião com o pessoal, a redução do efetivo administrativo devido à desvantagem de custo do grupo Lufthansa em relação aos seus principais concorrentes, reportou o jornal alemão Handelsblatt.
O grupo aéreo registrou uma queda em seus benefícios, em 2024, um ano marcado por greves e pela normalização dos preços do transporte aéreo após os aumentos pós-pandemia.
O grupo Lufthansa prometeu continuar, em 2025, seu plano de recuperação para voltar a registrar lucros.
"O Lufthansa deseja centralizar mais sua gestão, o que significa que as empresas do grupo perderão autonomia e se tornarão simples plataformas de produção", destacou Gerald Wissel, especialista da empresa Airborne Consulting, à AFP.
Se as supressões dos empregos lhe parecem "justificadas", apontou Wissel, será, no entanto, "difícil demitir tantos funcionários de uma maneira" que pareça socialmente aceitável.
H.Kuenzler--VB