-
Justiça francesa confirma julgamento de jogador marroquino Achraf Hakimi por estupro
-
'Vou bater de novo mil vezes', diz Bruno Guimarães após virar a página de pênalti perdido na Copa
-
Os detectores de texto gerados por IA são confiáveis?
-
Crianças voltam às aulas no Irã
-
Reino Unido investiga Pornhub visando proteção a menores
-
França se prepara para receber papa Leão XIV com fervor inesperado
-
Brad Pitt conquista San Sebastián com história de sobrevivência
-
Irã e inteligência artificial na agenda da Assembleia Geral da ONU
-
Rebeldes do norte da Etiópia tomam controle de aeroporto e enfrentam militares
-
Muralha encontrada em Paris pode lançar luz sobre origens da cidade
-
Fenômeno literário na França sofre acusações de uso de IA
-
Para o Brasil 'nunca existem jogos amistosos', diz Ancelotti antes da partida contra a Índia
-
Departamento de Justiça afirma que Trump pode vetar acesso de jornalistas à Casa Branca
-
Economia mundial resiste em 2026 mas a incerteza persiste, alerta OCDE
-
Trump se reuniu com a presidente interina da Venezuela em Nova York
-
Líder opositora é impedida de retornar à Venezuela
-
Vale do Silício cria sua própria escola para substituir universidade
-
Trump e Delcy se reuniram em Nova York (Casa Branca)
-
EUA e Guatemala anunciam aliança de promotores para enfrentar 'narcopolíticos'
-
Presidente da Colômbia ordena militarização de Santa Marta
-
Fãs de 'Star Wars' prestigiam novo museu de George Lucas
-
Israel critica declaração da França na ONU
-
Escudo das Américas propõe 'medidas coletivas' contra grupos criminosos
-
Maradona teve morte súbita e covid-19 pode ter sido causa, diz testemunha em julgamento
-
Trump se mostra favorável a proibição da exportação de diesel americano
-
Houthis acusam Arábia Saudita de ataques e rei os chama de 'milícia terrorista'
-
Mbappé não participa de treino da seleção francesa devido a gripe
-
Colômbia e Peru agradecem na ONU criação do Escudo das Américas
-
Kast critica ONU por não estar "à altura dos desafios dos nossos tempos"
-
Frente à 'lei da selva', Macron pede que mundo se mantenha 'firme junto à ONU'
-
Senador pede investigação de casamento de Trump Jr., financiado por oligarca russo
-
Irã endureceu condições apresentadas aos EUA para encerrar a guerra, diz Guarda Revolucionária
-
Tufão Dujuan deixa sete mortos e 58.000 casas sem energia elétrica no Japão
-
Anthropic lança nova versão de Claude em meio a debate sobre a IA
-
Na ONU, Trump ameaça Irã e relembra América Latina do poderio militar dos EUA
-
Atriz Hayden Panettiere morreu por mistura de fentanil e outras substâncias, segundo autoridades
-
UE renova sanções contra Moscou, mas concorda em isentar dois oligarcas russos
-
Presidente da LaLiga responde a críticas do Real Madrid contra arbitragem
-
Cuba critica Trump após ele afirmar na ONU que a ilha 'cairá'
-
Trump rejeita regulamentação internacional da IA
-
Valverde sofre entorse no tornozelo e está fora dos amistosos do Uruguai
-
Flávio Bolsonaro cresce nas pesquisas, apesar de investigado no escândalo do Banco Master
-
Deserto do Atacama floresce após chuvas intensas provocadas pelo El Niño
-
Lula promete na ONU combater 'inimigos da democracia' a duas semanas das eleições
-
Irã endureceu condições para fim da guerra com EUA, diz porta-voz da Guarda Revolucionária
-
'Fui artilheiro nas grandes competições', diz Mbappé em 'campanha' pela Bola de Ouro
-
Houthis acusam Riade de ataques e são chamados de 'milícia terrorista' por rei saudita
-
Isack Hadjar voltará a correr no GP do Azerbaijão de F1
-
Gonzalo Plata, do Flamengo, é cortado da seleção do Equador por lesão
-
Gucci, Fendi e nova Moschino protagonizam a Semana de Moda de Milão
Brasil quer ser mais resiliente, após sofrer com eventos climáticos extremos
Selmar Klunk soube por grupos do WhatsApp, pouco após o meio-dia de 4 de setembro, que a situação em Encantado, pequena cidade gaúcha, estava fora de controle por causa das inundações.
Depois de quase 24 horas de chuvas intensas, o rio Taquari, que margeia o município, transbordou completamente. Klunk deixou seu trabalho e, com água na altura da cintura, se juntou a voluntários que evacuavam vizinhos de suas casas, na parte baixa da cidade.
"Pegou todo mundo de surpresa, não estávamos preparados. Com um plano, teria sido possível salvar [muitas] vidas", lamentou este homem de 52 anos, que trabalha com turismo. Ao menos 51 pessoas morreram no Rio Grande do Sul por causa daquelas cheias. Sete continuam desaparecidas.
A 2.000 km de Encantado, um grupo integrado por cientistas, funcionários do governo e ONGs começou a discutir em um seminário, realizado no fim de setembro, em Brasília, como preparar o Brasil para mitigar os efeitos dos eventos climáticos extremos.
Diagnósticos apontam que os fenômenos que têm impactado o país reiteradamente nos últimos tempos tendem a se repetir.
Agora mesmo, o Amazonas sofre com uma seca extrema que ameaça o abastecimento de meio milhão de pessoas.
A isto se somam as inundações do mês passado no Rio Grande do sul e as chuvas recorde de fevereiro em São Sebastião, no litoral de São Paulo, que causaram deslizamentos, que mataram 65 pessoas.
"O problema da mudança do clima e dos eventos extremos [é] que batiam à nossa porta, agora a arrebentam, entram nas nossas casas e se instalam da pior forma possível", disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, durante o seminário, promovido por sua pasta após a tragédia em São Sebastião.
- Vulnerabilidade -
Estima-se que no Brasil, 10 milhões de pessoas, distribuídas em 1.038 municípios - quase um quinto do total - estejam vulneráveis a eventos climáticos extremos, segundo o Centro de Monitoramento e Alertas Naturais (Cemaden), um órgão federal.
"Temos que ter um sistema de alerta rápido, áreas de fuga. Como as pessoas vão se proteger para não perder suas vidas e ter o mínimo de prejuízo possível?", defendeu Marina.
A ministra assegurou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está trabalhando para conter o avanço das mudanças climáticas, por exemplo, reduzindo o desmatamento na Amazônia e, ao mesmo tempo, para se adaptar aos efeitos de um processo que "já está em curso".
O Brasil está "na vanguarda na busca de soluções de adaptação", afirma Jean Ometto, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O cientista coordena a ferramenta "Adapta Brasil", plataforma que mapeia todos os municípios e, processando bases de dados, determina seu nível de risco frente aos eventos climáticos.
O sistema calcula, por exemplo, o risco de deslizamentos de terra e inundações, segundo fatores como características do terreno, tipo de urbanização e condição socioeconômica da população, explica Ometto.
A plataforma "é inovadora" e pode ajudar os tomadores de decisões a agirem com base em "informações que têm densidade científica", afirma o especialista.
Manter a Amazônia de pé é chave para evitar novas catástrofes, afirma o cientista Carlos Nobre, estudioso da maior floresta tropical do planeta, co-ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2007 como integrante da equipe de especialistas que compõem o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.
No entanto, "há uma urgência gigantesca para que, além de mitigar as emissões, tornemos os brasileiros mais resilientes aos extremos climáticos", disse Nobre, ao qualificar como "inevitável" a repetição dos desastres.
- "Campeão em prevenção" -
Mami Mizutori, representante da ONU para a redução do risco de desastres, defende que os governos parem de "apenas responder" aos fenômenos climáticos extremos.
"Logicamente que as respostas são importantes, mas é preciso dar mais importância à prevenção. É preciso uma infraestrutura mais resiliente, diminuir a vulnerabilidade da sociedade e ter um bom sistema de governança", disse Mizutori à AFP, durante visita ao Brasil.
Ele se mostrou otimista em relação ao país, destacando a luta de Lula contra "a desigualdade e a pobreza".
"O Brasil se encaminha para se tornar um campeão mundial na prevenção e na redução do risco de desastres", acrescentou a representante da ONU.
G.Haefliger--VB