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Em 'telefonema positivo', Vieira e Rubio combinam se encontrar em breve
Os chanceleres do Brasil, Mauro Vieira, e dos Estados Unidos, Marco Rubio, conversaram por telefone nesta quinta-feira (9), em um contato considerado positivo, no qual acordaram se encontrar em breve, informaram a Casa Branca e o Itamaraty.
A conversa entre os chefes das diplomacias dos dois países se seguiu ao telefonema, no início da semana, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
"O secretário de Estado [americano] Marco Rubio teve um telefonema positivo com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para coordenar os próximos passos após a conversa, na segunda-feira, entre o presidente Donald J. Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva", anunciou Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado.
"O secretário Rubio e o chanceler Vieira concordaram em se encontrar em breve e estabelecer um mecanismo bilateral para avançar em interesses econômicos mútuos e outras prioridades regionais", acrescentou.
Segundo o Itamaraty, o "secretário de Estado convidou o Ministro Mauro Vieira para que integre a delegação, de modo a permitir uma reunião presencial entre ambos, para tratar dos temas prioritários da relação entre o Brasil e os Estados Unidos"
Na segunda-feira, em uma primeira conversa para tentar reduzir as tensões comerciais e diplomáticas entre os dois países, o presidente Lula pediu a Trump que eliminasse as tarifas aduaneiras punitivas impostas em agosto a produtos brasileiros em represália a uma suposta "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado do americano.
Ainda de acordo com o Itamaraty, conforme definido pelos presidentes, "foi acordado que equipes dos dois governos se reunirão em breve em Washington, em data a ser definida, para dar seguimento ao tratamento das questões econômico-comerciais entre os dois países".
Além do tarifaço, o governo americano adotou sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que no mês passado condenou o ex-presidente a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após perder as eleições para Lula em 2022.
K.Sutter--VB