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Câncer de Kate comove o Reino Unido
A princesa Catherine, que já estava no centro das atenções no Reino Unido desde meados de janeiro, quando passou por uma cirurgia abdominal cercada de mistério, dominava neste sábado as manchetes do país, após anunciar, na véspera, que sofre de câncer.
Catherine, 42 anos, pôs fim aos rumores e especulações que circulavam desde que a sua cirurgia foi anunciada, há dois meses, e informou que iniciou o tratamento quimioterápico.
"Catherine, você não está sozinha", publicou o The Sun, ecoando o choque e o carinho pela princesa de Gales no Reino Unido. Outro tabloide, o Daily Mail, atacou comentários das redes sociais "que têm vendido teorias de conspiração repugnantes para explicar a sua ausência da vida pública".
O Times manteve o discurso positivo da princesa na mensagem em que anunciou o seu câncer, com um esperançoso "vou superar isso".
Catherine é muito querida no Reino Unido e provavelmente tem a mesma popularidade que a princesa Diana, mãe de seu marido e herdeiro da coroa, William, 41 anos.
O público condenou hoje, nas ruas, as especulações da imprensa sobre a saúde da princesa. Em frente ao Palácio de Kensington, residência oficial de Catherine e William em Londres, Nathaniel Taylor, um funcionário de 24 anos, afirmou que "é realmente condenável o que a mídia fez. Acho que algumas especulações são inevitáveis, mas as coisas que eles inventaram são demais. Espero que as pessoas olhem para si mesmas diante do espelho."
Na Tower Bridge, a estudante Sofía, 19, disse ter ouvido "acusação estranhas" sobre a ausência, e que o verdadeiro motivo "é triste e sério".
A princesa passa por um tratamento quimioterápico preventivo, iniciado no final de fevereiro, segundo a agência britânica PA.
"A quimioterapia preventiva após a cirurgia é administrada para reduzir o risco de o câncer voltar no futuro", disse Andrew Beggs, principal pesquisador clínico e cirurgião colorretal da Universidade de Birmingham.
Beggs acrescentou que é "um pouco como limpar o chão com água sanitária quando você derrama alguma coisa", explicando que a quimioterapia "mata as células derramadas".
- Câncer ataca a monarquia -
Em um período de dois meses, a família real britânica descobriu que dois dos seus membros mais importantes, o rei Charles III e a sua nora, Catherine, estão afetados por um câncer, cuja natureza não foi especificada em nenhum dos dois casos.
Assim como eles, Sarah Ferguson, ex-mulher do príncipe Andrew, irmão do rei, anunciou em janeiro que sofre de um câncer de pele grave.
Charles III, 75 anos, cujo câncer foi anunciado em 5 de fevereiro, depois de ter sido descoberto em uma operação de próstata a que foi submetido, disse estar "orgulhoso da coragem" da nora.
O príncipe Harry, irmão mais novo de William, e sua esposa Meghan, que romperam com a família real e vivem na Califórnia, expressaram em comunicado seu desejo de "saúde e recuperação para Catherine e sua família".
- Ausência pública -
"É uma notícia terrível. É um choque", disse à AFP o especialista em família real Richard Fitzwilliams, que aparece em vários canais de televisão como analista da monarquia.
"A maneira como ela anunciou sua doença foi muito comovente", disse ele. "Mas não há dúvidas de que é um momento muito difícil para a instituição da monarquia", acrescentou.
Um porta-voz do Palácio de Kensington, disse ontem que Catherine retornaria aos atos públicos "assim que sua equipe médica lhe der sinal positivo".
Segundo a agência PA, Catherine, William e os seus três filhos não estarão presentes na tradicional missa de Páscoa com a família real.
L.Meier--VB