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EUA deve manter distância de aposta separatista de Alberta, diz premiê do Canadá
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse nesta quinta-feira (29) que espera que os Estados Unidos "respeitem a soberania canadense", em resposta a informações de que funcionários do Departamento de Estado se reuniram com separatistas da província de Alberta, uma região rica em petróleo.
O grupo chamado Projeto Prosperidade de Alberta (APP) recebeu autorização para coletar assinaturas em apoio a um referendo que busca transformar a província ocidental em um país independente.
A votação pela independência poderia ocorrer no outono deste ano, embora pesquisas atuais indiquem que os separatistas seriam derrotados.
O Financial Times informou que os líderes do APP se reuniram com funcionários do Departamento de Estado três vezes desde abril.
A reportagem veio na esteira de comentários feitos na semana passada pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que pareceu apoiar a aposta separatista da região.
"Alberta é um parceiro natural dos Estados Unidos. Eles têm grandes recursos. Os habitantes de Alberta são pessoas muito independentes", disse Bessent no canal digital de direita Real America's Voice.
Carney falou com jornalistas nesta quinta-feira ao lado de líderes provinciais do Canadá, incluindo a primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith, uma defensora de direita da indústria petrolífera que já visitou o presidente Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida.
"Espero que o governo dos Estados Unidos respeite a soberania canadense", disse Carney em resposta à reportagem do FT.
Em resposta a perguntas sobre as reuniões em Alberta, um alto funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos disse à AFP: "O Departamento se reúne regularmente com representantes da sociedade civil. Como é habitual em reuniões desse tipo, nenhum compromisso foi assumido".
Diferentemente do movimento separatista de Quebec, bem organizado e com décadas de história, a independência de Alberta não havia representado anteriormente uma ameaça à unidade do Canadá.
C.Bruderer--VB