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Equador nega suposto bombardeio em território colombiano
O presidente equatoriano, Daniel Noboa, tachou, nesta terça-feira (17), como "falsas" as acusações feitas por seu contraparte colombiano, Gustavo Petro, que denunciou um bombardeio em seu país a partir da fronteira equatoriana, onde atuam guerrilheiros e narcotraficantes.
Petro afirmou na véspera que seu governo tinha provas de um ataque com uma "bomba" lançada de um avião perto da fronteira, em meio a uma guerra comercial e de palavras entre os dois presidentes.
O Equador está "bombardeando os locais que serviam de esconderijo" para grupos criminosos, "em grande parte colombianos, que o próprio governo permitiu infiltrar em nosso país devido à negligência em sua fronteira", declarou Noboa no X, dirigindo-se ao presidente colombiano.
Na semana passada, o Equador atacou um campo de treinamento pertencente a um grupo dissidente das Farc na província fronteiriça de Sucumbíos, no nordeste do país, no âmbito de sua política de linha-dura contra o narcotráfico, apoiada pelos Estados Unidos.
"Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo no nosso território, não no seu", escreveu Noboa, cujo país integra o "Escudo das Américas", uma aliança de 17 países do continente americano criada pelos Estados Unidos para enfrentar ameaças à segurança.
Equador e Colômbia compartilham uma fronteira de aproximadamente 600 km, onde guerrilhas colombianas e organizações criminosas de ambos os países atuam no tráfico de drogas, de armas, de pessoas e na mineração ilegal.
"Há 27 corpos carbonizados e a explicação não é plausível", respondeu Petro nesta terça-feira no X, em alusão ao suposto ataque equatoriano em solo colombiano.
Em campos políticos opostos, Petro e Noboa elevaram o tom em meio à disputa tarifária que começou em fevereiro por iniciativa do Equador e que afeta as importações, a cooperação energética e o transporte de petróleo.
A ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, afirmou que Equador e Colômbia participarão em breve de um "diálogo por meio da Comunidade Andina" com o objetivo de "retomar as negociações".
"O que pedimos à Colômbia é que aumente sua capacidade de controle de fronteiras (...) a fim de diminuir o nível de violência e insegurança, não apenas no Equador, mas também em todo o Hemisfério Ocidental", insistiu Sommerfeld em entrevista ao canal Teleamazonas.
T.Suter--VB