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Brasil precisa se reestruturar rápido após lesão de Raphinha, diz Paquetá
O Brasil precisa se reestruturar o mais rápido possível para compensar a ausência de Raphinha na Copa do Mundo, já que ele é um jogador muito importante para a equipe comandada por Carlo Ancelotti, disse o meio-campista Lucas Paquetá neste domingo (21).
O atacante do Barcelona sofreu uma lesão muscular na coxa direita durante a vitória da Seleção sobre o Haiti por 3 a 0 na última sexta-feira, na Filadélfia, e está fora do último jogo da primeira fase, contra a Escócia, em Miami, na quarta-feira que vem.
A CBF não deu um prazo para que Raphinha esteja liberado para jogar, e há o receio de que ele só possa retornar na Copa se o Brasil avançar às oitavas de final.
"Todos nós ficamos tristes, o Rapha principalmente, por esse pequeno empecilho que é essa lesão. Mas ele tem o apoio de todos nós, ele tem o conforto do abraço da gente estar ali ao lado dele nesses momentos também", disse Paquetá em entrevista coletiva em entrevista coletiva em Basking Ridge, nova Jersey, onde a Seleção está concentrada.
"É um cara que se dedica muito, que trabalha muito, e tenho certeza que ele vai fazer o possível e o impossível para estar de volta o quanto antes. E, bom, quanto à importância dele, a gente dispensa comentários, né?", acrescentou o meia do Flamengo.
"É um cara que vem de temporadas incríveis, vem crescendo muito dentro da Seleção. Então acho que não só ele, qualquer jogador dessa importância que fica de fora é uma coisa que a gente tem que se reestruturar rápido", continuou Paquetá.
- "A gente perde um jogador muito importante" -
Raphinha sofreu com lesões na coxa direita ao longo da temporada 2025/2026. No total, ele perdeu 24 jogos entre Barcelona e Seleção Brasileira nesse período.
Ele foi titular nos dois jogos do Brasil neste Mundial, embora não tenha marcado gols nem dado assistências. Contra o Marrocos (1 a 1), atuou os 90 minutos; contra o Haiti, saiu de campo aos 40 do primeiro tempo após sentir a coxa.
"Todos nós conhecemos as suas características, as suas valências, a velocidade que ele tem, o poder de atacar espaço, de finalização. Então acho que a gente perde um jogador muito importante", explicou Paquetá, que também participou dos jogos contra Marrocos e Haiti.
"Quanto a tempo, a gente não se atenta muito a isso, a gente espera que seja o mais rápido possível. A gente já vê ele trabalhando de uma maneira intensiva para que a sua recuperação seja a mais breve possível".
Praticamente classificado para a fase de 16-avos de final, o Brasil defenderá sua liderança no Grupo C contra a Escócia. Os escoceses precisam da vitória para garantir a classificação direta para a próxima fase.
Sem Raphinha, Ancelotti poderia optar pelo jovem Rayan, que estreou na Copa do Mundo contra o Haiti. Mas também poderia escolher outros pontas como Gabriel Martinelli ou Luiz Henrique, ou até mesmo Endrick, centroavante que também já atuou pelas pontas.
A boa notícia para Carletto é que Neymar certamente fará sua estreia contra os escoceses, após mais de um mês afastado devido a uma lesão muscular na panturrilha direita.
"É um cara importantíssimo para a nossa seleção que tem uma história linda aqui e que ainda pode nos ajudar muito", disse Paquetá sobre o camisa 10.
- Parceria com Vini Jr. -
Autor do passe para o gol de Vinícius Júnior na vitória sobre o Haiti, Paquetá também afirmou que se sente confortável na posição em que Ancelotti o encaixou, como meio-campista de apoio aos volantes de contenção.
"O mister sempre pede para que eu possa colocar para fora as minhas características. Ele não me traz muito controle com bola, ele pede para eu jogar à vontade, participar do jogo e, sem a bola, obviamente, fazer as minhas responsabilidades defensivas".
Paquetá destacou o momento "decisivo" de Vini Jr. no Mundial, tendo participado de todos os quatro gols marcados pelo Brasil, após anos sendo questionado por não conseguir repetir suas boas atuações no Real Madrid com a Seleção.
Ele e o astro merengue se conhecem desde começaram juntos nas categorias de base do Flamengo, onde construíram uma longa amizade.
"Agora [Vini] ele tem um treinador (...) que ele se sente mais à vontade, que ele tem mais confiança, então acho que isso influencia, sim, um pouco", afirmou o meio-campista.
C.Koch--VB