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Irã anuncia negociação com a Fifa para fazer seus jogos da Copa no México
A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) está "negociando" com a Fifa para transferir para o México os jogos de sua seleção na fase de grupos da Copa do Mundo que deveriam ser disputados nos Estados Unidos, em meio à guerra no Oriente Médio, segundo a embaixada iraniana no México, mas a Fifa não confirmou a informação.
"Como [o presidente americano, Donald] Trump afirmou claramente que não pode garantir a segurança da seleção nacional iraniana, definitivamente não iremos aos Estados Unidos", disse o presidente da FFIRI, Mehdi Taj, em declarações publicadas na conta da missão diplomática nas redes sociais.
"Estamos em negociações com a Fifa para que os jogos do Irã no Mundial sejam disputados no México", acrescentou o dirigente.
Procurada pela AFP, a Fifa informou que está "em contato regular com todas as federações participantes, incluindo a República Islâmica do Irã, a fim de debater o planejamento" da Copa do Mundo.
Por outro lado, longe de confirmar um possível remanejamento dos jogos do Irã, a Fifa disse "celebrar" que todas as seleções "disputem o torneio conforme o calendário de jogos anunciado em 6 de dezembro de 2025", com a seleção iraniana fazendo a primeira fase integralmente nos Estados Unidos.
O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, denunciou na segunda-feira (16) "a falta de cooperação do governo americano na expedição de vistos e na provisão de apoio logístico" à delegação iraniana antes do Mundial.
Em comunicado publicado no site da embaixada, Pasandideh acrescentou que também sugeriu à Fifa que os jogos do Irã sejam transferidos dos Estados Unidos para o México.
O Irã está no Grupo G da competição, com jogos contra Bélgica e Nova Zelândia em Los Angeles e contra o Egito em Seattle.
A concentração da equipe durante o Mundial, que será disputado de 11 de junho a 19 de julho, está planejada para Tucson, no Arizona.
Trump afirmou na última quinta-feira que o Irã não deveria participar do torneio "pela sua própria segurança", em plena guerra no Oriente Médio.
O político republicano fez estas declarações apenas dois dias depois de dizer ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que os jogadores iranianos seriam bem-vindos, apesar do conflito.
"Será o maior evento esportivo e o mais seguro da história dos Estados Unidos. Todos os jogadores, autoridades e torcedores serão tratados como as estrelas que são!, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
S.Leonhard--VB