Volkswacht Bodensee - Confrontos entre manifestantes e polícia na Albânia durante novo protesto contra corrupção

Confrontos entre manifestantes e polícia na Albânia durante novo protesto contra corrupção
Confrontos entre manifestantes e polícia na Albânia durante novo protesto contra corrupção / foto: © AFP

Confrontos entre manifestantes e polícia na Albânia durante novo protesto contra corrupção

A capital da Albânia, Tirana, foi palco neste sábado (24) de um grande protesto contra a corrupção e as condições de ensino, no qual manifestantes lançaram morteiros pirotécnicos contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água.

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Uma nuvem de gás tomou conta da praça Skanderbeg, em Tirana, ao anoitecer, constataram jornalistas da AFP. Centenas de cartuchos de munição policial e pedras de pavimentação cobriam a principal avenida que leva à sede do governo.

Durante mais de quatro horas, a polícia tentou dispersar os manifestantes com canhões de água. Alguns deles, armados com artefatos incendiários, pretendiam atacar edifícios ministeriais e a sede do Partido Socialista, ao qual pertence o primeiro-ministro, Edi Rama.

“Há muita raiva”, declarou a ativista Sidorela Vatnikaj, que classificou o movimento como uma “revolução”.

“Não se trata apenas de uma questão estudantil”, afirmou à AFP.

Em meados de outubro, com a volta às aulas, estudantes do ensino médio e universitários se uniram aos protestos contra um projeto de construção de um complexo turístico ligado à família do presidente americano, Donald Trump, o que deu uma nova dimensão ao movimento.

As manifestações, em sua maioria pacíficas, deram lugar a protestos marcados por confrontos que, segundo as autoridades, resultaram em dezenas de detidos e mais de 300 feridos.

Neste sábado, ativistas relataram alguns feridos leves entre os manifestantes. Consultada pela AFP, a polícia não respondeu.

O Ministério da Saúde informou que dois jornalistas sofreram ferimentos leves, assim como um policial e quatro manifestantes.

“Estamos aqui por uma única razão: não queremos construir nossos sonhos em outro lugar”, resumiu Rosela Mira, estudante do primeiro ano de Medicina na capital albanesa. “Quero ter um futuro aqui.”

Sua irmã, estudante do ensino médio, relatou as condições educacionais, com “40 alunos por sala de aula”.

Alma Lama, presidente dos Sindicatos Unidos da Educação Albanesa, mencionou um profundo “esgotamento”, porque ninguém “leva em consideração nossas reivindicações”.

Por sua vez, o primeiro-ministro Rama, que está no poder desde 2013, denunciou uma “guerra híbrida” e uma violência “orquestrada por pessoas treinadas para isso e alimentada do exterior”.

O.Schlaepfer--VB