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México se diz aberto a receber jogos do Irã na Copa do Mundo
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, abriu nesta terça-feira (17) a possibilidade de seu país receber os jogos do Irã na Copa do Mundo, após as tensões políticas entre a República Islâmica e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio à guerra no Oriente Médio.
"Eles [federação iraniana] estão vendo com a Fifa se é viável, porque iriam para os Estados Unidos, se podem realizar o torneio aqui no México. Estão vendo e informaremos vocês no momento oportuno", disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa matinal.
"O México tem relação com todos os países do mundo, então vamos ver o que a Fifa estabelece e, a partir daí, informaremos", acrescentou.
Questionada diretamente sobre se o México está aberto a sediar os jogos e se a questão é unicamente a logística da Fifa, Sheinbaum respondeu que "sim".
A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) negocia com a Fifa para que sua seleção jogue a fase de grupos da Copa do Mundo em território mexicano, segundo a embaixada do país asiático no México.
"Como [o presidente americano, Donald] Trump afirmou claramente que não pode garantir a segurança da seleção nacional iraniana, definitivamente não iremos aos Estados Unidos", disse o presidente da FFIRI, Mehdi Taj, em declarações publicadas na conta da missão diplomática na rede social X.
O embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, denunciou na segunda-feira (16) "a falta de cooperação do governo americano na expedição de vistos e na provisão de apoio logístico" à delegação iraniana antes do Mundial.
O Irã está no Grupo G da competição, com jogos contra Bélgica e Nova Zelândia em Los Angeles e contra o Egito em Seattle.
A concentração da equipe durante o Mundial, que será disputado de 11 de junho a 19 de julho, está planejada para Tucson, no Arizona.
Trump afirmou na última quinta-feira que o Irã não deveria participar do torneio "pela sua própria segurança", em plena guerra no Oriente Médio.
O político republicano fez estas declarações apenas dois dias depois de dizer ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que os jogadores iranianos seriam bem-vindos, apesar do conflito.
E.Gasser--VB