-
Brasil defende açaí da Amazônia contra 'biopirataria'
-
Japão ainda está longe de alcançar a paridade de gênero nas eleições legislativas
-
Captura de Maduro é um cenário de pesadelo para Kim Jong Un, diz ex-diplomata da Coreia do Norte
-
Sinner e Djokovic vão à semifinal do Aberto da Austrália; Swiatek é eliminada
-
Patrulha de trenós Sirius: a elite que vigia os confins inóspitos do Ártico na Groenlândia
-
Reino Unido quer permitir que sites rejeitem a IA do Google
-
Irã descarta negociações com EUA se ameaças não cessarem
-
Quantos microplásticos há no corpo? Pesquisadores tentam pôr fim ao debate
-
Israel enterra o último refém em Gaza
-
Influencer americano IShowSpeed mostra 'outra' África durante turnê
-
Minneapolis aguarda desescalada anunciada por Trump em sua campanha antimigratória
-
Sinner derrota Shelton com tranquilidade e avança às semis do Aberto da Austrália
-
UE considera proibir o acesso de menores às redes sociais
-
Congressista democrata não se dobra após ser atacada com líquido em comício nos EUA
-
Petróleo brasileiro gera inveja e debate na Guiana Francesa
-
Primeiro-ministro britânico visita a China para defender associação 'pragmática'
-
Otan deve se tornar mais europeia, afirma chefe da diplomacia da UE
-
Ex-primeira-dama da Coreia do Sul condenada a 20 meses de prisão por recebir subornos
-
Djokovic avança às semifinais do Aberto da Austrália após desistência de Musetti
-
Rybakina vence Swiatek e enfrentará Pegula nas semifinais do Aberto da Austrália
-
Rybakina vence Swiatek e vai às semifinais do Aberto da Austrália
-
Bombardeios russos na Ucrânia matam 12 pessoas e atingem trem de passageiros
-
Trump alerta para 'coisas ruins' se republicanos perderem eleições de meio de mandato
-
América Latina e Caribe impulsionam plano de ajuda ao Haiti
-
'A transição não começou', diz opositora venezuelana ao sair da clandestinidade
-
Liga dos Campeões se prepara para uma emocionante "super quarta-feira"
-
Estudo aponta cerca de 2 milhões de baixas militares em guerra na Ucrânia
-
'Não há planos de eleições' presidenciais na Venezuela, diz filho de Maduro
-
Trump promete 'desescalar um pouco' a situação em Minnesota, mas descarta demissões
-
Vasco contrata atacante colombiano Marino Hinestroza
-
Wembanyama diz estar "horrorizado" com a morte de civis em Minneapolis
-
Senado dos EUA convoca chefes das principais agências migratórias
-
Como vence Fiorentina (3-1) e vai enfrentar Napoli nas quartas da Copa da Itália
-
Celebridades convocam protestos contra ações da polícia migratória dos EUA
-
Hoffenheim vence Werder Bremen (2-0) e se mantém em 3º no Alemão; Leipzig tropeça
-
Bombardeios russos na Ucrânia matam 11 pessoas e atingem trem de passageiros
-
River Plate ampliará capacidade do estádio Monumental para 101.000 espectadores
-
Kolo Muani e Odobert estão bem após acidente e enfrentarão Eintracht, diz técnico do Tottenham
-
Melania Trump faz 'apelo à unidade' após mortes em Minneapolis
-
Presidente do Equador acusa Colômbia de 'abandono' na fronteira
-
Juiz da Califórnia reabre processo contra Marilyn Manson por agressão sexual
-
Com chuva em Barcelona, Ferrari e Red Bull vão à pista no 2º dia de testes da F1
-
Bombardeios russos na Ucrânia matam ao menos 10 pessoas e atingem usinas energéticas
-
Trump lamenta morte de ativista em Minneapolis, mas descarta demissões
-
Especialistas da ONU denunciam 'grave violação' dos direitos humanos de menores nos EUA
-
Pró-Trump, Asfura assume Presidência de Honduras com promessa de combate à insegurança
-
Governo Trump é processado por morte de 2 homens em ataque a narcolanchas no Caribe
-
Duas amigas de Amy Winehouse teriam se aproveitado de descuido de seu pai para leiloar itens da cantora
-
Atacante Tammy Abraham deixa Besiktas e vai jogar no Aston Villa
-
Joelinton desfalca Newcastle e Bruno Guimarães é dúvida contra o PSG
Irã descarta negociações com EUA se ameaças não cessarem
O Irã rejeitou, nesta quarta-feira (28), o início de negociações com o governo dos Estados Unidos enquanto prosseguirem as ameaças, depois que o presidente Donald Trump não descartou a possibilidade de uma intervenção militar diante da violenta repressão aos protestos na República Islâmica.
Após Washington deslocar um porta-aviões em direção ao Oriente Médio, funcionários de alto escalão do governo iraniano iniciaram contatos diplomáticos discretos com países árabes influentes em busca de apoio.
Um grupo de defesa dos direitos humanos afirmou ter confirmado mais de 6.200 mortes, a maioria de manifestantes assassinados pelas forças de segurança, em uma onda de protestos que abalou a liderança clerical iraniana entre o final de dezembro e o início de janeiro.
Ativistas apontam que o número real pode ser muito maior. O corte da internet continua dificultando os esforços para confirmar informações sobre o nível da repressão.
Trump não descartou uma ação militar contra o Irã em resposta à repressão, enquanto parece manter todas as opções sobre a mesa. O Departamento de Segurança Interna (DHS) anunciou a deportação de três ex-integrantes da Guarda Revolucionária do Irã que haviam entrado ilegalmente nos Estados Unidos.
Analistas apontam que as opções de Washington incluem ataques contra instalações militares ou golpes seletivos contra a liderança do aiatolá Ali Khamenei, em uma tentativa em larga escala de derrubar o sistema que governa o Irã desde a revolução islâmica de 1979, que depôs o governo do xá Reza Pahlavi.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, aconselhou nesta quarta-feira o governo dos Estados Unidos a dialogar com o Irã, por considerar que Teerã está disposto a negociar, começando pela questão nuclear, em entrevista ao canal Al Jazeera.
- "Reduzir a escalada" -
O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, advertiu nesta quarta-feira que não haverá negociações entre Washington e Teerã se o governo dos Estados Unidos prosseguir com as ameaças.
"Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil. Se querem que as negociações aconteçam, devem cessar as ameaças, demandas excessivas e questões ilógicas apresentadas", disse Araghchi.
Araghchi afirmou que não teve contato recente com o enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e acrescentou que "o Irã não buscou negociações".
O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, disse em uma conversa telefônica na terça-feira com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que a monarquia do Golfo não permitirá que ataques contra a República Islâmica sejam executados a partir de seu território.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, conversou com o primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, que também é ministro das Relações Exteriores, informaram os dois países.
O xeque Mohammed ressaltou o apoio do Catar a "todos os esforços voltados para reduzir a escalada e alcançar soluções pacíficas, para reforçar a segurança e a estabilidade na região", informou o Ministério das Relações Exteriores catari.
O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, conversou por telefone, de modo separado, com Araghchi e Witkoff, segundo o governo do Cairo.
Paralelamente, novos outdoors instalados em Teerã mostram o Irã atacando um porta-aviões americano e frases de Khamenei denunciando Washington, segundo correspondentes da AFP.
- "Novas dimensões da repressão" -
Em um balanço atualizado, a Agência de Notícias de Ativistas pelos Direitos Humanos (HRANA), com sede nos Estados Unidos, afirmou ter confirmado que 6.221 pessoas morreram nos protestos no Irã, incluindo 5.856 manifestantes, 100 menores de idade, 214 membros das forças de segurança e 49 transeuntes.
Mas o grupo, que tem uma ampla rede de fontes no território iraniano e acompanha as manifestações desde o início, acrescentou que ainda investiga outras 17.091 possíveis mortes. Pelo menos 42.324 pessoas foram detidas, acrescentou a agência.
A HRANA alertou que a repressão continua, com a presença das forças de segurança em hospitais para procurar manifestantes feridos, médicos que ajudaram pessoas detidas e obtendo "confissões forçadas" que são exibidas pela televisão estatal.
Os acontecimentos "evidenciam novas dimensões da contínua repressão de segurança após os protestos".
Além disso, o Irã executou nesta quarta-feira um homem detido em abril de 2025, acusado de espionagem para o serviço de inteligência israelense Mossad, informou o Poder Judiciário.
Grupos de direitos humanos afirmam que 12 pessoas foram executadas no país por acusações similares em decorrência da guerra de 12 dias com Israel em junho.
S.Gantenbein--VB