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Primeiro-ministro britânico visita a China para defender associação 'pragmática'
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, chegou nesta quarta-feira (28) em Pequim para uma visita de três dias, durante a qual se reunirá com o presidente Xi Jinping com a intenção de defender uma parceria "pragmática" após anos de relações tensas.
Esta é a primeira viagem à China de um primeiro-ministro do Reino Unido desde 2018 e acontece após uma série de visitas de líderes ocidentais a Pequim nas últimas semanas, em um cenário de políticas voláteis dos Estados Unidos.
Starmer, que visitará Xangai na sexta-feira, também viajará ao Japão para uma reunião com a primeira-ministra Sanae Takaichi.
Para Xi, a viagem do líder britânico é uma oportunidade para demonstrar que o país asiático pode ser um parceiro confiável no momento em que o presidente americano, Donald Trump, provoca abalos em seus vínculos com os aliados ocidentais.
Starmer enfrenta índices de popularidade historicamente baixos e espera que a visita ajude a combalida economia britânica.
A viagem foi celebrada pelo governo britânico como uma oportunidade para impulsionar as relações comerciais e de investimentos, ao mesmo tempo que se apresentam questões delicadas como a segurança nacional e os direitos humanos.
Starmer se reunirá com Xi para um almoço na quinta-feira, seguido de um encontro com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang.
Em uma conversa com os jornalistas que viajaram com ele para a China, o premiê britânico apontou que há "oportunidades" para aprofundar as relações.
"Não faz sentido enfiar a cabeça na terra e enterrá-la na areia quando se trata da China. É do nosso interesse estabelecer uma relação sem comprometer a segurança nacional", acrescentou.
Por sua vez, a China "está disposta a aproveitar a visita como uma oportunidade para reforçar a confiança política mútua", afirmou o porta-voz da diplomacia de Pequim, Guo Jiakun.
Starmer é o mais recente líder ocidental recebido por Pequim nos últimos meses, após as visitas do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e do presidente francês, Emmanuel Macron.
O Canadá assinou acordos comerciais importantes com a China, em um gesto que não foi bem recebido pelo governo dos Estados Unidos, que ameaçou aplicar tarifas elevadas.
As relações entre Reino Unido e China sofreram um grande abalo em 2020, depois que Pequim impôs uma ampla lei de segurança nacional em Hong Kong que restringiu as liberdades na ex-colônia britânica.
Desde então, os contatos se deterioraram ainda mais, com uma troca de acusações de espionagem.
Na segunda-feira, o jornal britânico The Telegraph afirmou que a China 'hackeou' durante vários anos os telefones celulares de funcionários de alto escalão do governo.
Starmer respondeu que "não há evidências disso". "Temos sistemas robustos e medidas de segurança em vigor, como seria de esperar", completou.
M.Schneider--VB