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Ex-primeira-dama da Coreia do Sul condenada a 20 meses de prisão por recebir subornos
Um juiz sul-coreano condenou nesta quarta-feira (28) a ex-primeira-dama Kim Keon Hee a 20 meses de prisão por receber presentes caros de uma seita, mas a absolveu das acusações de manipulação da Bolsa e outros crimes.
A controvérsia cercou por muito tempo Kim, de 53 anos, e as acusações de má gestão, tráfico de influência e até fraude acadêmica dominaram o mandato de seu marido, Yoon Suk Yeol.
Os dois estão detidos: Yoon pelas medidas tomadas durante sua tentativa fracassada de declarar lei marcial em dezembro de 2024 e suas consequências caóticas, e Kim por corrupção.
Nesta quarta-feira, o juiz Woo In-sung, do Tribunal Central do Distrito de Seul, considerou a ex-primeira-dama culpada e a condenou a 20 meses de prisão.
Investigadores constataram que ela aceitou subornos generosos da Igreja da Unificação, de caráter sectário, inclindo uma bolsa da marca Chanel e um colar da Graff.
Contudo, ela foi declarada inocente de manipulação do mercado de ações e de violações das leis de financiamento de campanhas eleitorais na Coreia do Sul.
O Ministério Público havia solicitado uma pena de 15 anos.
O juiz Woo afirmou que a proximidade de Kim com o presidente conferira uma "influência significativa" da qual ela se aproveitou.
A ex-primeira-dama compareceu à leitura da sentença. Em dezembro, os promotores afirmaram que Kim havia se "colocado acima da lei" e conspirado com a Igreja da Unificação para minar "a separação entre religião e Estado determinada pela Constituição".
Kim rejeitou todas as acusações e, em seu último depoimento no mês passado, afirmou que as acusações eram "profundamente injustas". Contudo, ela também pediu desculpas por "causar problemas, apesar de ser uma pessoa sem importância".
J.Sauter--VB