-
Consórcio assume Arena Niterói por 35 anos com R$ 28,1 milhões previstos
-
Phantom Blade Zero se afasta da fórmula tradicional dos soulslike
-
OpenAI apresenta GPT-6 Cyber para pesquisa e defesa digital
-
Marvel avalia ator de Shogun para novo Wolverine, diz rumor
-
Entregas da Black Friday podem ampliar congestionamentos nas metrópoles
-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
'American Doctor', o documentário que retrata a brutalidade da guerra em Gaza
No início do documentário “American Doctor”, sobre três médicos americanos em hospitais de Gaza durante a guerra entre Israel e o Hamas, a diretora Poh Si Teng se recusa a filmar uma criança palestina morta que um dos personagens lhe mostra.
Teng, que estreou seu filme no Festival Sundance de Cinema em Park City na sexta-feira, teme que terá de desfocar a imagem para preservar a dignidade da criança, mas o médico que ela entrevista a confronta.
“Você não os dignifica a menos que permita que a memória deles, seus corpos, contem a história desse trauma, desse genocídio”, diz o médico judeu-americano Mark Perlmutter.
“Isso é o que seus impostos fizeram, os dos meus vizinhos. Eles têm o direito de saber a verdade”, afirmou. “Você tem a responsabilidade, como eu, de dizer a verdade. Desfocar isso é uma má prática jornalística”.
Apesar de um frágil cessar-fogo em vigor desde outubro, a violência continua entre as forças israelenses e o Hamas, causando vítimas entre a população civil, incluindo dezenas de crianças, segundo a Unicef.
Investigadores da ONU acusaram Israel de cometer genocídio em Gaza, uma acusação que o governo israelense considera “distorcida e falsa”, além de denunciar seus autores por antissemitismo.
- Contrabando de antibióticos -
Teng conta, através de Perlmutter e outros dois médicos —um palestino-americano e outro zoroastrista não praticante—, a brutalidade infligida a uma população majoritariamente civil em Gaza desde que Israel lançou sua represália ao ataque do movimento palestino Hamas em outubro de 2023.
Os três médicos trabalham ao lado de colegas palestinos, prestando socorro a feridos com membros amputados e lesões abertas. Mas também vão aos centros de poder em Washington e a meios de comunicação israelenses e americanos para falar sobre a situação em Gaza.
Além disso, mostra as dificuldades que enfrentam para obter equipamentos cirúrgicos e o contrabando de antibióticos que precisam fazer devido ao bloqueio de Israel.
Muitos voluntários trabalham em centros de saúde apesar de serem alvo de bombardeios das forças armadas de Israel, como ocorreu com o chamado “golpe duplo” contra o hospital Nasser em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, em agosto de 2025.
Israel afirma que mira “terroristas” nesses estabelecimentos e sustenta que combatentes do Hamas se entrincheiraram em túneis sob os hospitais.
O médico Feroze Sidwha insiste em vários momentos que nunca viu túneis sob os hospitais e que, mesmo que houvesse combatentes feridos, isso tampouco os tornaria um alvo legítimo.
“Os americanos merecem a oportunidade de saber o que está acontecendo, em que seu dinheiro está sendo usado e, você sabe, simplesmente decidir. Eles realmente querem que isso seja feito?”, disse à AFP no Sundance. “Estou bastante certo de que a resposta é ‘não’”, acrescentou.
O documentário é dedicado aos cerca de 1.700 profissionais de saúde que morreram desde que Israel lançou sua ofensiva em outubro de 2023.
K.Hofmann--VB