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'Como um festival de rock': Trump sacode Davos com um discurso explosivo
Como se fosse um show de rock, centenas de representantes da elite política e econômica mundial aguardaram durante horas para assistir, nesta quarta-feira (21), em Davos, ao discurso do presidente americano, Donald Trump, recebido com gargalhadas, espanto e críticas.
Após mais de duas horas de espera, as protas do auditório do Fórum Econômico Mundial se fecharam para a decepção de muitos, que tiveram que disputar outro lugar nas quatro salas adicionais e assisti-lo por monitores de TV.
"É como um festival de rock", disse um assistente. Outro via em seu celular o helicópterto que trazia Trump pousando na estação de esqui suíça.
Na fila exclusiva havia executivos de grandes empresas, acadêmicos e políticos. Até mesmo o presidente da Letônia estava ali, até ser levado por um assessor para outro lugar.
O sentimento de muitos era de preocuapação com as tensões entre Trump e seus tradicionais aliados europeus por causa das pretensões do presidente americano sobre a ilha da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca situado no Ártico.
"Espero pelo pior. Pelo que sabemos de Trump, ele sempre necessita de toda a atenção e precisa lançar uma mensagem impactante", disse à AFP Julia Binder, da IMD Business School.
E, sem dúvida, foi o que ele fez. Em uma das salas adicionais, os assistentes alternavam entre os risos e o espanto durante todo o discurso.
Trump arrancou gargalhadas quando disse que os parques eólicos matam aves ou quando debochou do presidente francês, Emmanuel Macron, por usar óculos de sol por causa do rompimento de um vaso sanguíneo no olho.
Ouviram-se risos nervosos quando ele disse que só queria um "pedaço de gelo", em alusão à Groenlândia.
E um "Oh, não!" quando afirmou que o "Canadá vive graças aos Estados Unidos".
Alugém na plateia disse, "Meu Deus!" quando Trump lembrou que o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, se referiu a ele como "papai" em uma ocasião.
"Eu diria que passou de neoconservador a neoimperial", sussurrou um assistente em outra sala.
Quando já levava uma hora falando, alguns começaram a deixar as salas auxiliares. "É um maluco", disse alguém antes de sair.
- Do tarifaço à Groenlândia -
Depois de revolucionar a ordem mundial em um ano de retorno à Casa Branca, Trump se alçou como o grande protagonista deste fórum, ao qual não ia pessoalmente desde 2020.
"Davos é uma plataforma para a troca de ideias e pontos de vista. Sendo assim, estamos aqui para ouvir todas as opiniões, gostemos ou não", disse Daniel Marokane, diretor-executivo de uma empresa elétrica sul-africana.
Nesta edição, a Groenlândia substituiu as tarifas como o tema da semana, embora nem todos entendam esta reivindicação.
"Trump foi eleito porque sabia como captar o ambiente. Mas não estou certo de que o tenha feito desta vez", disse o executivo de uma empresa de tecnologia médica americana, que pediu para ter sua identidade preservada para proteger sua companhia.
"Um homem se levantou e foi embora, visivelmente tremendo de raiva", relatou.
Horas antes deste aguardado discurso, o bilionário americano Ken Griffin não escondia seu espanto com a insistência da Casa Branca nesta questão.
"O que não consigo entender é porque estamos brigando por um pedaço de rocha coberta de gelo", disse em um painel o encarregado do fundo de pensões Citadel.
Uma guerra comercial entre americanos e europeus provocaria "uma perda enorme para os dois continentes", afirmou. "Não precisamos da Groenlândia", concluiu.
C.Koch--VB