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Brasil entra em campo na Copa do Mundo em meio a dúvidas
Com o desejo de pôr fim a quase 25 anos sem conquistar a Copa do Mundo, a Seleção brasileira entra em campo no torneio disputado na América do Norte neste sábado (13), contra o Marrocos, em uma competição que espera ter uma trégua nas polêmicas.
O confronto de abertura do Grupo C no MetLife Stadium em East Rutherford, Nova Jersey, é o único da fase de grupos entre duas equipes que estão no top 10 do ranking da Fifa: o Brasil ocupa o sexto lugar e Marrocos está em sétimo.
O jogo que marca a estreia do italiano Carlo Ancelotti no comando de uma seleção na Copa do Mundo deveria ser motivo de alegria para 'Carletto', mas se transformou em um teste perigoso para a equipe brasileira, que desembarcou nos Estados Unidos sob questionamentos pelo futebol irregular, pela fragilidade de sua defesa e por várias ausências importantes.
Após perder Rodrygo e Estêvão, que não foram convocados devido a lesões, a Seleção entrará em ação sem Neymar, o maior astro do país em quase 20 anos.
O artilheiro da equipe, com 79 gols, sofreu uma lesão na panturrilha direita em meados de maio e não tem participado dos treinos coletivos com seus companheiros.
Sem o camisa '10' nem um lateral ofensivo de destaque, o Brasil tentará dissipar as dúvidas alimentadas nos últimos tempos diante da geração dourada do Marrocos, liderada pelo lateral do Paris Saint-Germain Achraf Hakimi e que foi semifinalista no Catar, em 2022.
"É bom que a Seleção chegue um pouco questionada, porque foi assim em outros momentos também" e a equipe foi campeã, como em 1994 e 2002, disse o goleiro Alisson na quinta-feira.
Apesar do pessimismo sobre as chances do Brasil voltar a erguer um troféu, Ancelotti, de 67 anos, e seus jogadores estão convencidos de que podem encarar qualquer adversário.
A necessidade de vencer na estreia é tão grande que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse se contentar com uma vitória por "meio a zero".
"Na Copa, zera tudo. Não importa quem chegou na última final, quem ganhou a Copa América, o que importa é o que vai acontecer a partir de amanhã (sábado). Estamos aqui para mudar a história", declarou o atacante Vinícius Júnior, escolhido para liderar a equipe na ausência de Neymar.
- Haiti retorna à elite -
Com novas polêmicas no ar durante a competição, como a questão dos vistos negados e vetos a atletas e funcionários convocados, o Haiti volta a uma Copa do Mundo pela primeira vez em 52 anos, após sua única participação na Alemanha em 1974. Naquela ocasião, caiu na primeira fase sem somar pontos.
O país mais pobre das Américas fecha a rodada do Grupo C contra a Escócia, em Boston.
Devastado pela violência das gangues, pelo caos político e pela pobreza, a ilha caribenha alimenta a esperança de que sua seleção faça uma apresentação digna que melhore sua imagem para o mundo.
"Sabemos que as pessoas podem ter uma imagem ruim do nosso país, que tem muitos problemas, mas isso fará muito bem ao Haiti", afirmou à AFP o meia Jean-Ricner Bellegarde.
O.Schlaepfer--VB