Volkswacht Bodensee - Michael Olise, o diamante misterioso da França

Michael Olise, o diamante misterioso da França
Michael Olise, o diamante misterioso da França / foto: © AFP

Michael Olise, o diamante misterioso da França

Ágil dentro e fora de campo, o atacante francês Michael Olise, que acaba de completar uma temporada brilhante com o Bayern de Munique e teve ótimas atuações nos amistosos com a seleção francesa, tem tudo para se tornar a sensação da Copa do Mundo de 2026.

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"Michael irradia confiança pela temporada que fez no Bayern e conosco. Conquistou coisas muito bonitas, está cheio de confiança (...). Vamos precisar dele nesse nível", disse o técnico da França, Didier Deschamps, em Lille, dois dias antes da viagem dos 'Bleus' para os Estados Unidos.

Olise acabava marcar os três gols da vitória francesa por 3 a 1 sobre a Irlanda do Norte para encerrar a preparação para a Copa do Mundo, melhorar suas estatísticas com a seleção francesa e elevar para sete sua contagem de gols em 17 partidas.

Durante sua temporada no Bayern, o atacante de 24 anos fez 22 gols e 31 assistências, sobretudo na Bundesliga e na Liga dos Campeões.

Com a camisa dos 'Bleus', atuando pelo meio ou na ponta direita ao lado das outras três estrelas do ataque (Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Désiré Doué), Olise, praticamente desconhecido há dois anos, tornou-se indispensável.

O franco-britânico desembarcou na seleção francesa após os Jogos Olímpicos de 2024, no quais marcou dois gols e deu cinco assistências em um torneio que terminou com a medalha de prata.

- França por opção -

"Ele demorou um pouco para se soltar, mas deu tudo de si para estar nesse nível", admitiu Deschamps.

Filho de pai nigeriano e mãe franco-argelina, o jogador poderia ter optado por defender as cores de outras três seleções: Inglaterra, Nigéria e Argélia. Mas escolheu muito cedo a França, seleção que admirava por seus ídolos, como Zinédine Zidane e Thierry Henry, e cuja camisa vestiu nas categorias de base.

Fora de campo, no entanto, este jovem reservado em público e com um francês ainda imperfeito continua sendo até hoje um enigma indecifrável para muitos torcedores.

"Ele é gente boa, dou muitas risadas com ele. Conheço-o desde que tinha 19 anos", limitou-se a comentar Jean-Philippe Mateta.

O meio-campista Manu Koné retrucou: "perguntem a ele quando vier à coletiva de imprensa", quando foi questionado sobre a personalidade daquele que também havia sido seu companheiro na seleção sub-21.

M.Betschart--VB