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Tropeço da Espanha coloca Argentina de Messi e França de Mbappé em alerta
O tropeço da Espanha na segunda-feira, que empatou em 0-0 com a estreante Cabo Verde, é um sinal das dificuldades que os favoritos podem enfrentar nesta Copa do Mundo, incluindo a Argentina de Lionel Messi e a França de Kylian Mbappé, que entram em campo nesta terça-feira (16).
A campeã da Europa começou o torneio com o sonho de emular a seleção campeã de 2010, mas encontrou uma equipe incansável e um excelente goleiro que joga na segunda divisão portuguesa, Vozinha, que levaram a 'Roja' de volta à realidade, com o empate em 0 a 0.
A Argentina também tem experiências negativas em estreias em Copas do Mundo: a seleção perdeu para a Arábia Saudita no Catar, em 2022, poucas semanas antes de Messi erguer a tão sonhada taça.
- Messi "fundamental" -
Desde sua estreia em Copas do Mundo, em 2006, tudo na Argentina gira em torno do camisa '10', livre de pressão e traumas desde que levantou venceu a Copa em 2022.
"Para nós, ele sempre foi fundamental e agora será ainda mais", admitiu o técnico Lionel Scaloni na véspera da estreia contra a Argélia.
A condição física é a grande incógnita em relação a Messi, apesar dos 62 gols em 67 partidas pelo Inter Miami.
Mas a Argentina terá, como sempre, o apoio incondicional de milhares de argentinos vindos do país, de diversas partes dos Estados Unidos e de todo o mundo, que já fizeram barulho em Kansas City na segunda-feira.
- Lembrança do trauma de 2002 -
A França também tem uma experiência traumática em uma estreia de Copa do Mundo: em 2002, quando os 'Bleus' liderados por Zinédine Zidane, então campeões do mundo e da Europa, perderam para o Senegal em um torneio no qual foram eliminados na fase de grupos.
Campeã em 2018 e vice-campeã em 2022, a seleção francesa chega à América do Norte como uma das grandes favoritas ao título, com seu trio mágico de ataque formado por Mbappé-Dembélé-Olise, e vai estrear nesta terça-feira em East Rutherford (perto de Boston), justamente contra Senegal.
"Será um confronto de alto nível para uma primeira partida, mas isso é a Copa do Mundo", afirmou na segunda-feira Didier Deschamps, que também dará início ao seu último torneio como técnico dos 'Bleus'.
"Não seria surpresa se vencermos a França (...) Nosso time já foi campeão da África, nos classificamos pela terceira vez consecutiva para a Copa do Mundo", lançou em tom desafiador o treinador dos 'Leões de Teranga', Pape Thiaw.
Os senegaleses se sagraram campeões da África em campo em janeiro, mas foram destituídos do título nos tribunais em favor de Marrocos, após uma final caótica.
Na terça-feira também entrará em ação outra das grandes estrelas do campeonato, o norueguês Erling Haaland, contra o Iraque, além da partida entre Áustria e Jordânia para completar a programação.
- Irã estreia com protestos -
Após meses de tensões geopolíticas e em meio à guerra no Oriente Médio, a seleção do Irã iniciou sua caminhada no Mundial com um empate em 2 a 2 contra a Nova Zelândia.
Como previsto, a numerosa diáspora iraniana em Los Angeles, em grande parte contrária ao regime de Teerã, se manifestou antes e durante a partida.
Apesar das tentativas dos serviços de segurança de ocultar bandeiras pré-revolucionárias e símbolos contra o regime dos aiatolás, muitos torcedores demonstraram sua rejeição ao governo de Teerã e chegaram a vaiar o hino iraniano.
Após a partida, o técnico Amir Ghalenoei denunciou que sua equipe "foi a mais maltratada" durante a preparação para o torneio, e sua grande estrela, o atacante Medhi Taremi, declarou que tiveram que lidar com um "desastre" logístico nas semanas que antecederam a competição.
C.Stoecklin--VB