-
Mãe escava escombros em busca do filho após terremotos na Venezuela
-
Número de mortos nos terremotos na Venezuela sobe para 589; país acelera busca por sobreviventes
-
Como sobreviver aos desfiles de moda de Paris em plena onda de calor
-
Participar de atos religiosos aumenta vínculo social e limiar da dor
-
Bélgica cancela reencenação da batalha de Waterloo devido à onda de calor
-
Espanha-Uruguai e França-Noruega, os duelos mais aguardados da sexta-feira na Copa
-
Autor de ataque contra mercado de Natal na Alemanha é condenado à prisão perpétua
-
Presidente do Equador decreta feriado após vitória sobre a Alemanha na Copa do Mundo
-
Equipes internacionais chegam à Venezuela para ajudar na busca por sobreviventes
-
ONU emite alerta sobre 'aumento sem precedentes' de novas drogas sintéticas no mundo
-
Papa inicia consistório com mensagem contra a guerra
-
O que se sabe sobre as vítimas estrangeiras dos terremotos na Venezuela
-
努莎·奧貝爾與迪特馬爾·沃伊德克 波茨坦如何辜負一名重度殘障幼兒
-
Нуша Аубель и Дитмар Войдке: как Потсдам бросает на произвол судьбы малыша с тяжелой формой инвалидности
-
Noosha Aubel e Dietmar Woidke: Como Potsdam abandona uma criança pequena com deficiência grave
-
Já classificado para os 16-avos da Copa, EUA perde para Turquia (3-2) no último minuto
-
Austrália vai aos 16-avos após empatar (0-0) com Paraguai, que terá de esperar outros resultados
-
Hervé Renard deixa futuro em aberto na Tunísia: 'Missão muito curta'
-
Pressionada, Bélgica tem missão de evitar eliminação na Copa contra Nova Zelândia
-
Países Baixos vencem Tunísia (3-1) e vão enfrentar Marrocos nos 16-avos da Copa
-
Japão empata com Suécia (1-1) e será adversário do Brasil nos 16-avos da Copa
-
Países Baixos vencem Tunísia (3-1) e avançam aos 16-avos da Copa em 1º lugar do Grupo F
-
Hamilton quer seguir à caça de Antonelli na Áustria
-
Técnico da Espanha destaca 'qualidade tremenda' da Copa do Mundo de 2026
-
EUA diz querer acordo com Irã, mas não "a qualquer preço"
-
Equador queria vaga no mata-mata antes, mas 'é melhor assim', diz Plata
-
Resgatadas sem os pais, crianças são atendidas em Caracas após terremotos
-
França quer deixar Deschamps 'orgulhoso' em jogo contra Noruega, diz Tchouaméni
-
Borja Iglesias, o atacante espanhol que 'não tem papas na língua'
-
Costa do Marfim vence Curaçao (2-0) e avança em 2º aos 16-avos da Copa
-
Equador vence Alemanha (2-1) e vai aos 16-avos da Copa do Mundo
-
Luka Doncic inicia em Roma carreira como proprietário de clube de basquete
-
Clube histórico da Alemanha, 1860 Munique está à beira da falência
-
Charles III pagou quase US$ 40 milhões em impostos desde que subiu ao trono
-
Patrik Schick se aposenta da seleção tcheca após fiasco na Copa do Mundo
-
Alonso não confirma se continuará na F1 em 2027: 'Tenho muitas opções'
-
Juan Manuel Cerúndolo é eliminado nas quartas de final em Eastbourne
-
Governo Milei sofre revés judicial por cortes de fundos para universidades
-
Ganha força boato sobre casamento de Taylor Swift na próxima semana em NY
-
'Alcatraz dos Jacarés' fecha as portas nos EUA
-
Osaka supera Alexandrova nas quartas de final de Bad Homburg
-
Fifa abre portas para participação da Rússia em competição juvenil
-
Francesa Stéphanie Frappart é nomeada responsável por arbitragem da Uefa
-
França e Itália querem substituir Unifil por coalizão multinacional no Líbano
-
EUA diz não querer acordo com Irã "a qualquer preço"
-
Uruguai e Espanha brigam por classificação na Copa em um disputado Grupo H
-
Países do mundo todo oferecem ajuda à Venezuela após terremotos mortais
-
Mbappé vs Haaland, o duelo entre artilheiros na Copa do Mundo
-
Suprema Corte dos EUA dá aval à política migratória de Trump
-
Acusação contra Harvey Weinstein é retirada em caso de estupro nos EUA
Drama dos reféns rompe vínculo 'sagrado' entre os israelenses e seu governo
Seis meses após o ataque do Hamas, mais de 100 reféns permanecem cativos em Gaza, uma situação que para muitos israelenses quebrou um vínculo fundamental de confiança com o seu governo.
"O povo judeu precisa de proteção, especialmente tendo em conta quem vive ao lado", disse Einat Avni Levi, cuja casa de família fica a uma curta distância da Faixa de Gaza.
Cinco dos seus vizinhos no kibutz de Nirim morreram em 7 de outubro e outros cinco foram capturados nesse dia por milicianos do Hamas.
"Só de pensar que alguém poderia vir e me tirar da cama... não posso viver aqui se não confiar que mais tarde meu exército e meu governo virão me buscar", disse a mulher de 40 anos à AFP.
A maioria dos israelenses acredita que o governo de Benjamin Netanyahu não fez o suficiente para libertar os 129 reféns que ainda estão em Gaza, de acordo com uma pesquisa realizada na semana passada pelo Canal 12.
Levi acredita que esta situação quebrou um vínculo fundamental entre o governo e os israelenses.
"Tendo crescido e servido no exército, sempre soube que qualquer coisa seria feita para me levar de volta para casa" e isso "fazia você se sentir seguro", disse Shimon Attal, um cientista da computação, em uma das últimas manifestações em Jerusalém para pedir a devolução dos reféns.
- "Obrigação moral" -
O rabino Benny Lau afirma que este conceito é um pilar da sociedade israelense.
"Existe um contrato entre o Estado e o cidadão, segundo o qual ninguém ficará para trás (…) quando falamos do Estado judeu, isso sobe para outro nível, para um nível sagrado" inclusive, explicou.
"A ideia de preservar a vida é muito forte; está escrita muitas vezes na Bíblia", disse Lau. "Somos todos imagem de Deus, então se você perder uma pessoa, estará perdendo uma parte de Deus".
Até o chefe do Exército israelense, tenente-general Herzi Halevi, falou em "obrigação moral" e disse que o país está disposto a "pagar um preço pelo retorno dos seus filhos e filhas".
Em 2011, Netanyahu chegou a aceitar a libertação de 1.027 prisioneiros palestinos pela entrega de um soldado israelense, Gilad Shalit.
Foi o preço mais alto já pago por Israel pela libertação de um único cativo. Um dos libertados foi o líder do Hamas, Yahya Sinuar, o homem que, segundo Israel, planejou o ataque surpresa de sábado, 7 de outubro, no qual 1.170 israelenses, a maioria civis, morreram e cerca de 250 foram sequestrados.
Mais de uma centena de pessoas foram libertadas desde então, a maioria delas trocadas no final de novembro por prisioneiros palestinos, na única trégua ocorrida desde o início do conflito.
- "Grande perigo" -
Alguns, porém, como Tzvika Mor, cujo filho mais velho, Eitan, foi sequestrado pelo Hamas, consideram esse preço excessivo.
Mor afirmou que prefere sacrificar o filho a vê-lo trocado por um prisioneiro palestino.
"Aqui não estamos falando da vida do meu filho, estamos falando da existência do Estado judeu", disse ele. "Corremos grande perigo e não queremos que os reféns sejam libertados a qualquer custo", acrescentou.
Eitan, de 23 anos, era um dos seguranças do festival de música Supernova, que acontecia na manhã de 7 de outubro e no qual morreram 364 pessoas.
Tzvika Mor contou que seu filho sempre dizia: "não me troque por um prisioneiro".
"Espero que ele não tenha mudado de ideia", continuou Mor, pai de oito filhos e fundador do grupo Tikvah (esperança), que representa famílias de reféns com uma linha mais conservadora.
"Todos os nossos inimigos deveriam aprender que uma guerra não pode ser travada contra Israel", acrescentou.
A resposta israelense ao ataque do Hamas deixou mais de 33.600 mortos em Gaza, segundo o movimento palestino.
- "Queremos todos de volta" -
No entanto, a grande maioria das famílias de reféns tem uma visão completamente diferente e insiste que "é necessário chegar a um acordo".
Somente com o retorno das pessoas sequestradas "poderá ser renovado o contrato entre os cidadãos e o Estado", disse Carmit Palty Katzir, irmã do refém Elad Katzir, cujo corpo foi recuperado na semana passada.
O rabino Benny Lau ressalta que qualquer eventual acordo deve incluir os 34 reféns que, segundo o Exército israelense, morreram no cativeiro.
"Queremos todos eles de volta", disse ele, e invocou a lei judaica, que estabelece que quando alguém morre, absolutamente tudo deve ser recuperado do seu corpo para "enterrá-lo e assim respeitar e honrar o que foi criado à imagem de Deus".
"Todas essas pessoas deveriam estar em nossas mentes o dia todo, todos os dias", afirmou.
D.Schlegel--VB