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Deputados na Argentina rejeitam veto de Milei a fundos para pessoas com deficiência; falta Senado
A Câmara baixa do Congresso argentino rejeitou, nesta quarta-feira (20), o veto do presidente Javier Milei a uma lei que aumentava fundos para pessoas com deficiência, e agora o Senado deverá decidir se o bloqueio do mandatário permanece em vigor.
Aprovada pelo Congresso em julho, a lei declarava emergência no atendimento a pessoas com deficiência para regularizar pagamentos atrasados das prestações de saúde e garanti-los até dezembro de 2027.
Restabelecia também a cota de trabalho no Estado para pessoas com deficiência, eliminada pela administração de Milei.
A rejeição ao veto alcançou os dois terços necessários: 172 deputados votaram por sua anulação, 73 contra e 2 se abstiveram.
Enquanto o Senado não rejeitar também o veto do presidente ultraliberal, este continuará vigente.
Milei, que assumiu em dezembro de 2023, sustenta que a Lei de Emergência em Deficiência atenta contra o superávit nas contas públicas que seu governo, à força de ajuste fiscal, conseguiu em 2024 pela primeira vez desde 2010.
Segundo estimativa do Escritório de Orçamento do Congresso, a lei teria um impacto fiscal de entre 0,22% e 0,42% do PIB.
Espera-se que ainda nesta quarta-feira a Câmara baixa trate também do veto de Milei a um aumento das aposentadorias, aprovado igualmente em julho.
A lei vetada previa um aumento de 7,2% mais um bônus de cerca de 100 dólares (547,20 reais) para quem recebe a pensão mínima. Atualmente, a pensão e o bônus somam cerca de 260 dólares mensais (1.430 reais), um terço da cesta básica do idoso.
M.Betschart--VB