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Zelensky diz que reunião com Putin será possível após garantias de segurança para a Ucrânia
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou que pode se reunir com seu homólogo russo Vladimir Putin, mas apenas após seu país receber garantias de segurança, e mencionou Suíça, Áustria e Turquia como possíveis cenários para o encontro.
"Queremos entender como ficará a arquitetura das garantias de segurança, dentro de sete a 10 dias. E com base nisso, estamos dispostos a uma reunião trilateral", que incluiria o presidente americano, Donald Trump, afirmou Zelensky na quarta-feira (20) em entrevista a vários meios de comunicação, incluindo a AFP, mas que estavam sob embargo até esta quinta-feira (21).
O mandatário descartou que a China, aliada de Moscou, possa atuar como nação garantidora da segurança da Ucrânia, invadida pelo país vizinho em fevereiro de 2022.
"Em primeiro lugar, a China não nos ajudou a parar esta guerra desde o início. E, em segundo lugar, a China ajudou a Rússia, abrindo seu mercado de drones", comentou. "Não precisamos de garantidores que não ajudam a Ucrânia", acrescentou.
Ao falar sobre o possível local do encontro com Putin, ele mencionou Suíça e Áustria, dois países com tradição de neutralidade, e também a Turquia, país membro da Otan e sede das últimas negociações diretas entre delegações da Rússia e da Ucrânia, que não conseguiram alcançar um cessar-fogo.
A Suíça informou durante a semana que está disposta a garantir a imunidade do presidente da Rússia, objeto de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) pela suposta deportação de crianças ucranianas para território russo.
Putin propôs organizar a reunião com Zelensky em Moscou, mas ucraniano rejeitou a oferta, segundo fontes que acompanharam as atividades diplomáticas na última semana.
Trump se reuniu nos últimos dias separadamente com os dois líderes, primeiro com Putin, na sexta-feira passada no Alasca, e depois com Zelensky, na Casa Branca, na segunda-feira. O encontro do Salão Oval também contou com as presenças dos governantes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Finlândia, além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
Trump afirmou que Putin, para quem ligou durante as conversações de segunda-feira, concordou com uma reunião com Zelensky e aceitou algum tipo de garantia de segurança ocidental para a Ucrânia a respeito da Rússia.
Antes do encontro de cúpula, e para continuar ganhando terreno, as tropas russas intensificaram as operações na Ucrânia, em particular na região de Donetsk (leste), que controlam em grande parte.
Na quarta-feira, Moscou reivindicou a tomada de duas localidades nesta região e outra na área de Dnipropetrovsk. Zelensky disse à imprensa que Moscou está "reunindo tropas" na parte ocupada da região de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, visando uma possível operação.
Em um momento de intensificação dos ataques, o presidente ucraniano afirmou que seu país testou "com sucesso" um míssil de longo alcance. "É o nosso melhor míssil: pode voar 3.000 quilômetros, o que é significativo", declarou Zelensky.
- Ataques -
Além disso, a Rússia lançou 574 drones e 40 mísseis contra a Ucrânia, onde uma pessoa morreu, segundo a Força Aérea ucraniana, no maior ataque de Moscou nas últimas semanas.
Kiev informou que suas unidades de defesa aérea derrubaram 546 drones e 31 mísseis.
"Dezenas de edifícios residenciais foram atingidos na cidade de Lviv" (oeste), anunciou o comandante da administração militar regional, Maksim Kozitskii.
Doze pessoas ficaram feridas na cidade de Mukachevo, perto da fronteira com a Hungria e a Eslováquia.
O Ministério da Defesa russo indicou que derrubou 49 drones ucranianos em várias regiões.
F.Wagner--VB