Volkswacht Bodensee - Moraes autoriza prisão domiciliar temporária para Jair Bolsonaro

Moraes autoriza prisão domiciliar temporária para Jair Bolsonaro
Moraes autoriza prisão domiciliar temporária para Jair Bolsonaro / foto: © AFP/Arquivos

Moraes autoriza prisão domiciliar temporária para Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (24) o ex-presidente Jair Bolsonaro a cumprir temporariamente sua pena em prisão domiciliar, por razões humanitárias, assim que deixar o hospital onde está internado por uma broncopneumonia.

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Condenado a 27 anos de prisão por golpismo, Bolsonaro, de 71 anos, ficará recluso em sua casa em Brasília por um período de 90 dias, prorrogáveis, segundo a decisão do magistrado, à qual a AFP teve acesso.

"Obrigada, meu Deus!", escreveu no Instagram sua esposa, Michelle Bolsonaro, junto a uma imagem da notícia.

Devido aos seus problemas de saúde, os advogados de Bolsonaro haviam solicitado repetidas vezes que ele fosse transferido para sua casa e não retornasse ao Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, onde cumpre sua pena desde janeiro.

Até agora, os pedidos haviam sido negados.

Em sua decisão nesta terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes disse que, transcorridos os 90 dias, a situação de Bolsonaro será analisada novamente, "inclusive com perícia médica se houver necessidade".

O ex-presidente deu entrada na UTI da clínica privada DF Star, em Brasília, no dia 13 de março, com um quadro de febre alta, sudorese e calafrios.

Na segunda-feira, ele foi transferido para um quarto do centro médico, embora, por enquanto, "sem previsão de alta hospitalar", disse à AFP o médico Brasil Caiado.

Desde então, Bolsonaro se submeteu a várias cirurgias e sofre crises de soluço, às vezes acompanhadas de vômitos.

Preso, ele indicou seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato para as eleições presidenciais de outubro.

A menos de sete meses das eleições, algumas pesquisas mostram um empate técnico entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca um quarto mandato.

K.Hofmann--VB