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EUA envia navios de guerra para costa da Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou três navios de guerra para a costa da Venezuela, sob a justificativa de intensificar o combate ao tráfico de drogas, informou nesta quarta-feira à AFP uma fonte, sobre a operação.
O destacamento ocorreu depois de o governo de Trump aumentar para 50 milhões de dólares (273,6 milhões de reais) a recompensa por "informação que leve à prisão" do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusado pela justiça americana de supostos vínculos com o narcotráfico.
Os três navios equipados com sistema de mísseis guiados Aegis dirigem-se para águas do mar do Caribe próximas à Venezuela, disse a fonte. A imprensa americana informou que Washington também planeja enviar cerca de 4 mil fuzileiros navais.
Governantes dos países-membros do bloco esquerdista Alba criticaram hoje o destacamento militar dos Estados Unidos no Caribe e perto de águas venezuelanas, e se solidarizaram com Maduro diante das acusações de narcotráfico feitas por Washington.
"A mobilização militar americana em águas do Caribe, disfarçada de operações antidrogas, representa uma ameaça à paz e estabilidade da região", afirmou a aliança, criada em 2004 pelos então líderes de Cuba e Venezuela. O bloco pediu ao presidente da Colômbia uma reunião urgente de chanceleres da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Washington não reconhece as duas últimas reeleições presidenciais de Maduro e o acusa de liderar o chamado Cartel de los Soles, considerado uma organização criminosa.
Questionada sobre a possibilidade de enviar militares ao país, a Casa Branca disse na terça-feira que Trump usaria "todos os meios" para deter o narcotráfico.
"O presidente Trump foi muito claro e consistente, está preparado para usar todos os meios do poder americano para evitar que as drogas inundem nosso país e trazer os responsáveis à justiça", disse a secretária de imprensa de Trump, Karoline Leavitt. Ela descreveu o governo venezuelano como um "cartel do narcoterror".
"E Maduro, segundo a perspectiva desta administração, não é um presidente legítimo, é um líder fugitivo desse cartel que foi acusado nos Estados Unidos de tráfico de drogas para este país", acrescentou a porta-voz.
Na última segunda-feira, Maduro anunciou que mobilizaria 4,5 milhões de milicianos em resposta às "ameaças" de Washington.
S.Gantenbein--VB