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Israel toma fortaleza estratégica e amplia ofensiva no sul do Líbano
O exército israelense anunciou neste domingo (31) a tomada da fortaleza medieval de Beaufort, mais uma etapa em seu avanço por terra no sul do Líbano, onde Israel pretende "esmagar" o grupo xiita Hezbollah, aliado do Irã.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que "a tomada de Beaufort é uma etapa espetacular e um ponto de inflexão decisivo" na ofensiva.
"Minhas instruções são aprofundar e ampliar nosso controle sobre os locais que estavam sob o controle do Hezbollah", acrescentou.
Israel também ordenou à população que deixasse uma ampla área no sul do país, entre sua fronteira e o rio Zahrani, a cerca de 40 quilômetros mais ao norte.
A França solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
Para o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, "nada pode justificar o prolongamento das operações militares israelenses no Líbano e sua ocupação cada vez mais profunda do território libanês".
Desde o início da guerra, em 2 de março, mais de 3.371 pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas, segundo as autoridades libanesas.
Por sua vez, o exército israelense anunciou neste domingo a morte de um soldado, abatido no dia anterior por um drone explosivo do Hezbollah, o que eleva para 25 o número de israelenses mortos no Líbano.
O avanço de Israel ocorre em paralelo às negociações dos Estados Unidos com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
O governo iraniano exige que o cessar-fogo no Líbano faça parte de um acordo global.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, anunciou a tomada da fortaleza de Beaufort, mais um passo em seu avanço em direção à região de Nabatieh.
"Quarenta e quatro anos depois da heroica batalha de Beaufort, e neste dia em que homenageamos os soldados mortos na Primeira Guerra do Líbano (1982), nossas tropas retornaram ao topo de Beaufort e hastearam novamente a bandeira israelense", declarou.
A fortaleza está localizada em uma elevação rochosa que domina o sul do Líbano e parte do norte de Israel.
O local tem importância estratégica e simbólica, pois serviu de base para as forças israelenses durante as duas décadas de ocupação do sul do Líbano, que terminaram em 2000.
- "Esmagar" o Hezbollah -
Em 2024, a cidadela obteve uma proteção reforçada da Unesco. O ministro da Cultura libanês, Ghasan Salamé, expressou na sexta-feira sua preocupação com o "grave perigo" a que a ofensiva israelense a expunha.
Neste domingo, o exército anunciou no X que havia "ampliado suas operações contra alvos do Hezbollah ao norte do rio".
"Estamos todos decididos a esmagar o poder do Hezbollah e a cumprir a missão: garantir a segurança dos habitantes do norte de Israel", afirmou Katz.
O exército israelense anunciou neste domingo que havia "ampliado suas operações contra alvos do Hezbollah ao norte do rio" Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira.
Em seguida, comunicou ataques contra infraestruturas do Hezbollah em Tiro e em vários outros setores do sul do país.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que 13 funcionários ficaram feridos em um ataque israelense perto de um hospital em Tiro.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, denunciou no sábado a "política de terra arrasada e de punição coletiva" de Israel que, segundo ele, "não lhe trará nem segurança nem estabilidade".
Contudo, defendeu a continuação das negociações diretas com Israel, iniciadas em abril para resolver o conflito e rejeitadas pelo Hezbollah, por considerá-las "o caminho menos custoso" para o Líbano.
Uma nova rodada de conversas entre Líbano e Israel, que não mantêm relações diplomáticas, está prevista para os dias 2 e 3 de junho em Washington.
A.Zbinden--VB