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Líder palestino discursa virtualmente na ONU e campanha pela paz ganha força
O líder palestino Mahmud Abbas, que não recebeu visto, discursa virtualmente na ONU nesta quinta-feira (25), ao mesmo tempo que os Estados Unidos analisam uma forma de frear uma possível anexação israelense da Cisjordânia.
O presidente da Autoridade Palestina, de 89 anos, discursará na Assembleia Geral das Nações Unidas três dias após a França liderar uma cúpula especial na qual diversas nações ocidentais reconheceram um Estado palestino.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou categoricamente a ideia de um Estado palestino e, de forma incomum, impediu Abbas e seus principais conselheiros de viajar para Nova York para o encontro anual de líderes mundiais.
A Assembleia Geral, no entanto, votou por ampla maioria para permitir que Abbas se dirigisse ao órgão por meio de uma mensagem em vídeo.
Em 1988, Yasser Arafat, então líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), também foi impedido de comparecer a Nova York para uma sessão especial da Assembleia Geral da ONU, que acabou sendo organizada em Genebra.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, insistiu que não permitirá um Estado palestino, e membros de extrema direita de seu gabinete ameaçaram anexar a Cisjordânia, em uma tentativa de eliminar qualquer perspectiva de verdadeira independência.
Apesar de suas divergências com Trump sobre o reconhecimento de um Estado palestino, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse na quarta-feira que o republicano também se opõe à anexação.
"O que o presidente Trump me disse foi que europeus e americanos têm a mesma postura", disse Macron na quarta-feira em uma entrevista conjunta à France 24 e à France Internationale.
Steve Witkoff, o emissário de Trump para o Oriente Médio, disse que o presidente, em uma reunião separada com líderes de nações árabes e islâmicas, apresentou um plano de 21 pontos para acabar com a guerra em Gaza.
"Acredito que aborda as preocupações de Israel, assim como as preocupações de todos os vizinhos da região", disse Witkoff.
"Temos esperanças e, eu poderia dizer até confiança, de que nos próximos dias poderemos anunciar algum tipo de avanço decisivo", acrescentou.
Um funcionário da Casa Branca disse à AFP que Trump deseja "um fim rápido" para o conflito e que os países que participaram da reunião "esperam trabalhar com o enviado especial Witkoff".
- Divisão sobre a Autoridade Palestina -
Macron disse que a proposta de paz dos Estados Unidos inclui elementos centrais de um plano francês, incluindo o desarmamento do movimento islamista Hamas e o envio de uma força internacional de estabilização.
O documento da posição francesa, conhecido pela AFP, pede a transferência gradual do controle de Gaza para uma Autoridade Palestina reformada uma vez que um cessar-fogo tenha sido alcançado.
O presidente indonésio Prabo Subianto, um dos líderes que se reuniu com Trump, garantiu que seu país, com a maior população muçulmana, está disposto a oferecer pelo menos 20.000 tropas.
A Autoridade Palestina de Abbas tem um controle limitado sobre partes da Cisjordânia em virtude do acordo alcançado durante os acordos de paz de Oslo de 1993.
O movimento Fatah de Abbas é rival do Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Embora o governo de Netanyahu tente equiparar ambos.
Abbas, em um discurso na segunda-feira, condenou o ataque de 7 de outubro do Hamas em Israel, que causou a morte de 1.219 pessoas, a maioria civis. O Exército israelense respondeu com uma ofensiva que deixou mais de 65.300 palestinos mortos, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
Abbas, além disso, também pediu que o Hamas entregue as armas à Autoridade Palestina.
Embora não deslegitimem a Autoridade Palestina, a França e outras potências europeias afirmaram que a organização necessita de reformas importantes.
Netanyahu discursarpa à Assembleia Geral das Nações Unidas na sexta-feira.
P.Staeheli--VB