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'Salvador do euro', Mario Draghi, vence Prêmio Princesa das Astúrias de Cooperação Internacional
Mario Draghi, ex-primeiro-ministro italiano e conhecido como o "salvador do euro" quando foi presidente do Banco Central Europeu (BCE), foi condecorado nesta quarta-feira(18), na Espanha, com o Prêmio Princesa das Astúrias de Cooperação Internacional "por sua liderança e firme compromisso" com a Europa, anunciou o júri.
Draghi, de 77 anos, foi "uma figura-chave na defesa da integração europeia e da cooperação internacional", afirmou o júri, relembrando o papel do italiano na defesa do euro durante a crise financeira iniciada em 2008.
Draghi (Roma, 1947) cursou seus estudos universitários em sua cidade natal e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), onde obteve seu doutorado em 1976.
Foi professor universitário e, em 1985, nomeado diretor-executivo do Banco Mundial, cargo que ocupou até 1990. Entre 1991 e 2001, foi diretor-geral do Tesouro italiano durante dez governos de diferentes orientações políticas.
Posteriormente, integrou a Goldman Sachs, onde atuou como vice-presidente para a Europa. Em 2005, foi nomeado presidente do Banco da Itália e, em 2011, assumiu a presidência do Banco Central Europeu (BCE), cargo que ocupou até 2019.
Foi em 2012, enquanto liderava o BCE, que proferiu a famosa frase à qual se atribui a salvação do euro, afirmando que a instituição garantiria a sobrevivência da moeda "whatever it takes", ou "custe o que custar", em um momento em que as crises na Grécia, Itália e Espanha colocavam sua viabilidade em dúvida e os mercados viviam sob intensa agitação.
Em fevereiro de 2021, após um período de instabilidade política na Itália, recebeu do presidente da República, Sergio Mattarella, a missão de formar um novo governo, e assumiu o cargo de presidente do Conselho de Ministros, ao qual renunciou em outubro de 2022.
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O de Cooperação Internacional é o oitavo e último prêmio concedido nesta edição dos Prêmios Princesa das Astúrias, que são anunciados semanalmente pela Fundação Princesa das Astúrias. No ano passado, o prêmio foi concedido à Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).
Entre os vencedores anteriores estão a Wikipedia, a Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho, a Fundação Bill e Melinda Gates, Nelson Mandela e Frederick W. De Klerk, além de Raúl Alfonsín.
Instituídos em 1981, os Prêmios Princesa das Astúrias têm um valor de 50 mil euros (314 mil reais) e incluem uma escultura criada pelo falecido artista catalão Joan Miró.
F.Fehr--VB