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EUA emitiu 'alguns' vistos para delegação do Brasil ir à Assembleia Geral da ONU, diz Vieira
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira disse, nesta terça-feira (16), que os Estados Unidos já emitiram "alguns" vistos para a delegação do Brasil que deve participar da Assembleia Geral da ONU na próxima semana em Nova York, em meio a tensões diplomáticas entre os dois países.
Vieira afirmou que Washington liberou parte dos documentos pendentes, no dia seguinte de funcionários do Brasil e das Nações Unidas manifestarem sua estranheza por ainda não terem sido concedidos.
"Já foram liberados alguns (vistos). E os Estados Unidos, na condição de país sede da ONU, tem (...) o compromisso de conceder esses vistos", disse Vieira a jornalistas após a cerimônia de assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) no Rio de Janeiro.
Na segunda-feira, o diretor do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, Marcelo Marotta Viegas, tinha advertido que uma eventual negativa dos Estados Unidos constituiria uma "violação legal", embora tenha expressado sua confiança em que a situação fosse resolvida oportunamente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem previsto viajar na próxima semana para Nova York, onde fará o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas.
O atraso na emissão dos vistos ocorre em um momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado do presidente americano, Donald Trump, condenado na semana passada a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes.
O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, disse na segunda-feira que Washington adotará "medidas adicionais" contra o Brasil, sem informar quais.
Trump impôs tarifas aduaneiras de 50% sobre parte dos produtos importados brasileiros por considerar o julgamento uma "caça às bruxas" contra Bolsonaro.
Os Estados Unidos também revogaram os vistos da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.
P.Staeheli--VB