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Colômbia dá nacionalidade a ex-vice-presidente equatoriano preso Jorge Glas
A Colômbia concedeu a nacionalidade ao ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, condenado e preso em seu país por corrupção, segundo um documento divulgado nesta terça-feira (16) pelo presidente colombiano, Gustavo Petro, e reproduzido por meios de comunicação locais.
O antigo colega de chapa do ex-presidente socialista Rafael Correa (2013-2017) foi capturado no ano passado em uma incursão policial na embaixada do México em Quito, que levou ao rompimento das relações entre os dois países.
O presidente colombiano anunciou, nesta terça-feira, no X que Glas se tornou cidadão colombiano e publicou o documento assinado pela cônsul da Colômbia em Quito, em uma mensagem que apagou em seguida.
Glas "obtém sua nacionalidade colombiana, espero do governo do Equador sua entrega ao governo colombiano", havia escrito o chefe de Estado colombiano, distanciado do presidente equatoriano Daniel Noboa.
Petro considera o ex-vice-presidente um "preso político".
Por outro lado, o Ministério das Relações Exteriores do Equador assegura que "não recebeu nenhum documento oficial relacionado à concessão da nacionalidade colombiana".
Glas, de 56 anos, também é cidadão alemão e equatoriano.
Ele foi vice-presidente durante o segundo mandato de Correa e depois no início do governo de seu sucessor, Lenín Moreno. Em julho, foi condenado a 13 anos de prisão e inabilitação vitalícia para exercer cargos públicos. O ex-vice-presidente diz ser inocente e um "perseguido político" em seu país.
A defesa de Glas e organizações internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), denunciam a deterioração de sua saúde na prisão e supostas tentativas de suicídio.
México e Venezuela reivindicam o respeito ao status de asilado que ele tinha na embaixada mexicana em Quito e pedem a concessão de um salvo-conduto que permita sua saída do Equador.
Glas tem três condenações, uma delas pelo esquema de propinas da empreiteira Odebrecht, que atingiu vários países latino-americanos.
J.Sauter--VB