-
Itália e Espanha mantêm controle de fronteiras após crise migratória em Ceuta
-
Volta às aulas marcada pelo medo em região devastada por terremotos na Venezuela
-
Trump critica decisão 'horrível' da Suprema Corte sobre voto por correio
-
Camp Nou será sede da final da Liga dos Campeões de 2029
-
Arábia Saudita e Egito exigem livre navegação no Mar Vermelho diante de bloqueio de rebeldes do Iêmen
-
Ex-funcionário do Google afirma que 'a IA tem o potencial de nos matar'
-
Justiça francesa condena auxiliar escolar por abusos sexuais de crianças
-
Canadá continuará sendo o 'parceiro mais importante' dos EUA em áreas-chave, diz primeiro-ministro
-
Arquiteto chinês Ma Yansong harmoniza natureza com 'sensação futurista'
-
STF inicia sessão inédita com Moraes na mira
-
Ex-presidente filipino Duterte sofre de perda significativa de memória, diz sua defesa
-
'Está nos deixando mais burros', população mundial divide opiniões sobre a IA
-
Turquia prende dezenas de manifestantes que protestavam contra a repressão LGBTQIA+
-
China e Rússia alertam contra a militarização do espaço após anúncio dos EUA
-
Rússia realizará eleições sem suspense sob a sombra da guerra na Ucrânia
-
Países Baixos expõem grande coleção de Van Gogh pela primeira vez em 40 anos
-
Arábia Saudita promete resposta firme aos ataques houthis
-
Comércio varejista desacelera em agosto na China
-
Líder da extrema direita australiana pede desculpas por chamas indígenas de 'primitivos'
-
Declínio da democracia nos Estados Unidos tem consequências em todo o mundo, afirma relatório
-
Japão tem mais de 100.000 pessoas com mais de 100 anos pela primeira vez
-
Arábia Saudita promete resposta firme a ataques houthis
-
'O Segredo de Widow's Bay' e 'The Pitt' triunfam no Emmy
-
Alexandre de Moraes e André Mendonça, os ministros em guerra no STF
-
Começa o Emmy nos EUA com "O Segredo de Widow's Bay" e "The Pitt" como favoritos
-
Detidos em "Alcatraz dos Jacarés" ficavam em celas do tamanho de uma cabine telefônica
-
Filho de Trump confirma que empresário russo pagou festas de seu casamento
-
Zelensky diz que Ucrânia está pronta para "medidas de desescalada"
-
Betis vira sobre Villarreal e sobe para 3º no Campeonato Espanhol
-
EUA elimina normas climáticas para usinas de energia durante reunião do G20
-
Leeds goleia Newcastle e sobe para 3º no Campeonato Inglês
-
Roma e Inter pisam no acelerador e seguem 100% no Italiano
-
Philippe Coutinho diz que espera reencontrar "paixão" pelo futebol no Santos
-
Trump chama de "farsa" alertas sobre ameaça da IA à humanidade
-
Nova York fecha 12 sites de pornografia "deepfake" com imagens de celebridades e políticos
-
Grêmio anuncia retorno do técnico Renato Gaúcho
-
Ataques russos à rede ferroviária da Ucrânia 'se intensificam', diz diretor à AFP
-
Venezuela é convidada para reuniões do G20 nos EUA sobre 'abundância energética'
-
Ministro israelense pede investigação das fontes do documentário 'NAZA'
Charles III inicia visita ao Quênia em meio a tensões sobre o passado colonialista britânico
O rei Charles III e a rainha Camilla iniciaram, nesta terça-feira (31), uma visita de Estado ao Quênia, ex-colônia britânica onde se multiplicam os pedidos para que o rei apresente um pedido de desculpas pelo passado do Reino Unido neste país do leste da África.
A visita de quatro dias, que acontece antes do Quênia celebrar o 60º aniversário da sua independência da coroa britânica, em dezembro, é a primeira de Charles III como rei a um país da Commonwealth.
O objetivo é "destacar a parceria forte e dinâmica entre o Reino Unido e o Quênia", afirmou a embaixada britânica em comunicado.
Mas a viagem de Charles, de 74 anos, e da rainha Camilla, de 76, permitirá evocar "os aspectos mais dolorosos da história comum do Reino Unido e do Quênia" nos anos anteriores à independência, segundo Buckingham.
Entre 1952 e 1960, mais de 10.000 pessoas morreram durante a revolta Mau Mau contra o poder colonial, uma das repressões mais sangrentas do império britânico, que também deixou 32 colonos mortos.
Depois de serem recebidos pelo casal presidencial queniano William e Rachel Ruto, Charles III e Camilla fizeram uma visita simbólica aos "Jardins da Liberdade" ("Uhuru Gardens" - "Uhuru" significa liberdade em suaíli) da capital.
O soberano depositou uma coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido neste local onde a bandeira queniana foi hasteada em dezembro de 1963, no lugar da "Union Jack" britânica.
- Desculpas públicas incondicionais -
No domingo, a ONG Comissão dos Direitos Humanos do Quênia (KHRC) pediu "ao rei, em nome do governo britânico, que apresente um pedido público incondicional e inequívoco de desculpas (...) pelo tratamento brutal e desumano infligido aos cidadãos quenianos durante todo o período colonial", entre 1895 e 1963.
A KHRC também pediu reparações "por todas as atrocidades cometidas contra diferentes grupos no país".
Após anos de processos judiciais, Londres concordou em 2013 em indenizar mais de 5.000 vítimas quenianas pelos abusos durante a insurreição Mau Mau.
O ministro das Relações Exteriores, William Hague, expressou então o "sincero pesar" do Reino Unido.
O casal real ficará em Nairóbi por dois dias. O programa inclui encontros com empresários, jovens, um banquete de Estado e uma visita a um novo museu dedicado à história do Quênia.
Depois, viajará para a cidade portuária de Mombaça (sul), onde Charles III – comprometido com as questões ambientais – visitará uma reserva natural e se reunirá com representantes religiosos.
Ele não viajará para Nanyuki, onde fica a sede da Unidade de Treinamento do Exército Britânico no Quênia (Batuk), em meio a controvérsias recorrentes entre acusações de estupro, assassinato e a presença de munições não detonadas que mutilam as populações locais.
Após visitas de Estado à Alemanha e depois à França, marcando o desejo de Londres de se aproximar dos seus aliados europeus, Charles III voltou-se para a Commonwealth.
Este vestígio do império britânico, que reúne 56 países – na sua maioria ex-colônias britânicas – está enfraquecido pelas críticas cada vez mais vivas ao passado colonialista do Reino Unido.
L.Meier--VB