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Confrontos e detenções marcam marcha pelo Dia do Trabalho no Chile
A polícia do Chile realizou várias detenções em meio a confrontos entre as forças de ordem e manifestantes nesta sexta-feira (1º), durante as marchas pelo Dia Internacional do Trabalho, as primeiras com o presidente de extrema direita José Antonio Kast no poder.
Os incidentes ocorreram nos arredores da Universidade de Santiago, quando um grupo de encapuzados convocados pela Central Classista dos Trabalhadores atiraram paus e pedras contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo e jatos d'água.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior organização sindical do país, realizou uma marcha paralela, na qual não foram registrados incidentes.
A polícia não deu dados sobre a participação, nem sobre o número de detidos.
"Estamos aqui defendendo para não retroceder. (Kast) está governando para os super-ricos e poderosos deste país", disse à AFP Vivían Pino, de 29 anos, líder de um comitê de habitação.
Kast assumiu a Presidência em 11 de março e ordenou reduzir em 3% os gastos de todos os ministérios.
Seu governo propõe, ainda, uma reforma econômica que inclui baixar de 27% para 23% o imposto de renda para as empresas e uma redução transitória do IVA para novas moradias, entre outras medidas.
Segundo Kast, estas reformas romperão o "ciclo de estagnação" econômica, no qual se encontra o Chile, mas a oposição de esquerda sustenta que apenas os "mais ricos" serão beneficiados.
Ao final da marcha, o secretário-geral da CUT, Eric Campos, criticou as reformas do governo Kast.
"O problema do diálogo do Governo é que o faz com base em uma ideologia que fracassou: que, para crescer, é preciso baixar impostos para os mais ricos e reduzir direitos sociais", disse Campos.
S.Spengler--VB