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Vini Jr. assume papel de líder na Seleção que sonha com o hexa
Com uma assistência para Matheus Cunha, um gol e demonstrações de um 'jogo bonito', Vinícius Júnior consolidou sua posição como líder de uma Seleção Brasileira que, fiel à sua história, goleou o Haiti por 3 a 0 e se aproximou da segunda fase da Copa do Mundo na América do Norte.
O atacante do Real Madrid já havia marcado um gol no empate em 1 a 1 contra o Marrocos, confirmou, na sexta-feira, que aos 25 anos está pronto para comandar sua seleção, única pentacampeã do mundo e que luta sem sucesso há mais de duas décadas para ser grande protagonista de uma Copa do Mundo.
"Espero que sim", respondeu Vini Jr. ao ser perguntado se este era o seu Mundial.
A Copa do Mundo encontra a esperança da Seleção em ótima forma física, mas em um ano que terminou cheio de decepções em seu clube, que ficou longe de conquistar o Campeonato Espanhol e a Liga dos Campeões.
"Estou aqui na América do Norte para fazer grandes coisas junto com a seleção. Posso entregar o meu máximo, entregar gols, assistências, é o que eu fiz hoje. Espero seguir assim e poder ser campeão como você foi", disse o jogador ao ser entrevistado por Romário na CazéTV.
O atacante não fugiu das críticas que acumulou durante grande parte do caminho até o Mundial, período em que teve várias atuações apagadas.
Na Seleção, "sempre me sentia em casa, mas não conseguia fazer as coisas se transformarem em realidade. Muitas vezes fazia bons jogos, mas não fazia o gol", que respaldasse sua atuação, reconheceu.
- Vini-Paquetá, um entrosamento flamenguista -
Ao longo de sua história, o Brasil conquistou seus grandes títulos à base de grandes parcerias. Desde o fim da década de 1950, quando Pelé e Garrincha encantaram o mundo com seu futebol, a Seleção repetiu duplas imbatíveis, como a campeã nos Estados Unidos em 1994, formada por Romário e Bebeto, ou mais recentemente a de Ronaldo e Rivaldo.
Sem alcançar a excelência destas duplas, a conexão entre Vini e Lucas Paquetá mostrada no jogo contra o Haiti acende uma pequena chama de esperança em uma torcida com saudade dos grandes festejos.
Um passe entre linhas de Paquetá deixou Vinícius Júnior cara a cara com o gol contra os haitianos.
Formados na base do Flamengo, os dois jogadores se procuram em campo e, com cada vez mais frequência, se encontram.
Um passe de calcanhar de Vini para Martinelli, alguns lances habilidosos de Paquetá, o ímpeto de Endrick ao entrar no segundo tempo e os gols de Cunha alimentam a chama da esperança.
R.Braegger--VB