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Ataque ucraniano deixa quatro mortos na Crimeia anexada pela Rússia
Um bombardeio ucraniano matou quatro pessoas na Crimeia, anunciaram as autoridades da península anexada pela Rússia nesta quinta-feira (4), um dia após um ataque com drones contra instalações de energia e militares em São Petersburgo, onde acontece o principal fórum econômico da Rússia.
Os ataques ucranianos levaram o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a alertar para o "risco de escalada" no conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura quatro anos.
"Segundo informações iniciais, três pessoas morreram e outras sete ficaram feridas em um bombardeio inimigo contra prédios não residenciais em Simferopol", publicou o chefe das autoridades da Crimeia, Sergei Aksyonov, no Telegram.
Horas depois, Aksyonov anunciou uma quarta morte e três feridos adicionais após um ataque com drone ucraniano contra um trem que viajava entre as cidades de Azovskoye e Kerch, no nordeste da península.
O Ministério da Defesa russo anunciou nesta quinta-feira que 272 drones ucranianos foram interceptados e abatidos sobre diversas regiões da Rússia.
As negociações para pôr fim ao conflito mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial estão paralisadas e ambos os lados se atacam regularmente.
Segundo Rubio, a Ucrânia "tornou-se mais eficiente em lançar ataques de longo alcance dentro da Rússia".
"Nenhum dos lados se mostrou disposto a fazer as concessões necessárias para restaurar a paz, particularmente o lado russo", observou Rubio, reiterando que Washington está "pronto" para cooperar para pôr fim ao conflito.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, classificou os ataques em São Petersburgo como "justos", um dia após 23 pessoas terem sido mortas na Ucrânia em uma saraivada de mísseis e drones russos.
Cerca de 20.000 pessoas de 130 países são esperadas para participar do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, um evento de três dias que começou na quarta-feira.
O presidente russo, Vladimir Putin, fará o discurso de abertura do fórum na sexta-feira, e o Kremlin prometeu "respostas sistemáticas" ao ataque à cidade.
O ataque ucraniano danificou "vários" locais de infraestrutura sem causar vítimas, disse o governador de São Petersburgo, Alexander Beglov.
- Terminal de petróleo atacado -
Por outro lado, sete pessoas morreram em um ataque ucraniano com drones contra um ônibus que viajava entre Moscou e a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, segundo autoridades designadas pela Rússia.
Um trabalhador também morreu em um ataque ucraniano na região de Bryansk, na fronteira com a Ucrânia, e outro civil morreu na parte ocupada da região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, de acordo com autoridades locais.
Do lado ucraniano, bombardeios russos causaram pelo menos uma dúzia de mortes em diversas regiões, segundo autoridades locais.
A Ucrânia alegou ter atingido o Terminal de Petróleo de São Petersburgo e a base militar de Kronstadt, nas proximidades.
Durante uma coletiva de imprensa em Kiev, Zelensky afirmou que a Ucrânia estava respondendo ao ataque russo em larga escala do dia anterior. Os russos "devem saber que, se usarem drones e mísseis contra nós, faremos o mesmo", enfatizou.
Por sua vez, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em visita a Kiev, enfatizou que "enquanto a Ucrânia continua resistindo, inovando e alcançando vitórias no campo de batalha, a Rússia está ficando cada vez mais desesperada".
Os ataques interromperam as operações no principal aeroporto de São Petersburgo, antiga capital imperial russa.
T.Germann--VB