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Trump não vê razões para se reunir com Xi sobre práticas comerciais 'hostis'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta sexta-feira (10), que não considera mais necessário realizar uma cúpula com seu homólogo chinês, Xi Jinping, além de ter criticado duramente Pequim por suas práticas comerciais "muito hostis" e ameaçado aumentar ainda mais as tarifas sobre a potência asiática.
Em uma longa publicação em sua rede social Truth Social, Trump criticou duramente a imposição de controles de exportação de terras raras pela China, essenciais para a fabricação de componentes tecnológicos.
"Coisas muito estranhas estão acontecendo na China! Está se tornando muito hostil", declarou Trump.
"Eu tinha um encontro marcado com o presidente Xi em duas semanas na Apec, na Coreia do Sul, mas agora parece que não há mais motivos para isso", acrescentou na publicação, feita enquanto se dirigia para um check-up médico em um hospital militar perto de Washington.
"Uma das políticas que estamos considerando agora é um aumento massivo de tarifas sobre os produtos chineses", alertou o magnata republicano.
Este anúncio deixou os operadores de Wall Street em pânico diante da perspectiva de uma nova escalada do conflito comercial entre Washington e Pequim.
A atitude de Trump surpreende, já que, na semana passada, ele enfatizou a importância de se reunir com Xi na Cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, no que seria seu primeiro encontro desde o retorno do republicano à Casa Branca em janeiro.
Resta saber o que ele dirá sobre o anúncio de que visitará a China no próximo ano.
O magnata americano afirmou que a China enviou cartas a países ao redor do mundo detalhando os controles de exportação de "todo e qualquer elemento de produção relacionado às terras raras".
"A China não deveria, de forma alguma, ter permissão para manter o mundo 'cativo', mas esse parece ter sido o seu plano há muito tempo", escreveu.
Pequim também anunciou, nesta sexta, que vai aplicar "tarifas portuárias especiais" a barcos operados ou construídos pelos Estados Unidos, uma medida que Washington aplica desde abril aos navios vinculados à China.
- Coincidência com cessar-fogo em Gaza -
Trump também questionou se a China fez este anúncio deliberadamente para minimizar o acordo de cessar-fogo em Gaza entre Israel e o Hamas.
As terras raras são essenciais para a fabricação de todo tipo de produto, desde smartphones e veículos elétricos até equipamentos militares e componentes de energia renovável.
A China domina a produção e o processamento desses materiais.
O presidente americano disse que vários países o contataram para expressar sua indignação com "a grande hostilidade comercial da China, que surgiu do nada".
Ele caracterizou a abordagem de Pequim como uma estratégia para construir posições monopolistas sobre ímãs e outros itens, chamando-a de "uma ação bastante sinistra e hostil, para dizer o mínimo".
"O Partido Comunista da China está realizando uma cruzada para introduzir dispositivos inseguros nos lares e negócios americanos", afirmou no X Brendan Carr, diretor da Comissão Federação de Comunicações (FCC, na sigla em inglês).
K.Hofmann--VB