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'Geração de Ouro' dos EUA eleva expectativas para os anfitriões da Copa de 2026
Com a vantagem de jogar a Copa do Mundo de 2026 em casa, um sorteio favorável na fase de grupos e um elenco repleto de talentos, que muitos apelidaram de 'Geração de Ouro' dos Estados Unidos, o técnico Mauricio Pochettino está incentivando os torcedores a se perguntarem: "Por que não nós?".
Embora essa superpotência global possa ter sido historicamente uma nação de futebol de segunda linha, o esporte experimentou um enorme crescimento desde a última vez que os Estados Unidos sediaram a Copa do Mundo, em 1994.
Jovens americanos agora são figuras-chave em clubes europeus tradicionais, de Christian Pulisic e Weston McKennie nos gigantes da Serie A, Milan e Juventus, ao capitão Tyler Adams no Bournemouth, que garantiu uma classificação histórica para a Liga Europa na temporada recém encerrada da Premier League inglesa.
"Estou aqui porque acredito que podemos vencer", afirmou Pochettino, o técnico argentino que assumiu o comando da seleção dos Estados Unidos no final de 2024.
"Por que não nós? Por que não nós? Por que não nós? Precisamos realmente acreditar que podemos chegar lá", declarou recentemente o ex-técnico do Tottenham, Chelsea e Paris Saint-Germain.
É claro que ninguém coloca os Estados Unidos no mesmo patamar de favoritos como França, Espanha e a atual campeã Argentina.
Por um lado, o 'Team USA' - que enfrentará Paraguai, Austrália e Turquia no Grupo D - quase certamente precisará derrotar adversários de alto nível da Europa ou da América do Sul para ir longe no torneio, que tem início em 11 de junho e também está sendo co-sediado por México e Canadá.
Embora os comandados de Pochettino tenham vencido amistosos contra Uruguai e Paraguai no ano passado, as esperanças foram abaladas em março, após derrotas por 5 a 2 e 2 a 0 sofridas diante de Bélgica e Portugal, respectivamente. Esses resultados expuseram suas fraquezas de longa data em jogos contra seleções da elite mundial.
As preocupações em relação à fase de Pulisic no Milan também esfriaram o otimismo, já que o 'Capitão América' não marca gols desde dezembro e não é mais um titular absoluto.
O próprio Pochettino admitiu recentemente que não tem à sua disposição nenhum jogador entre os 100 melhores do mundo, uma declaração que não serve exatamente como um estímulo para o ego de Pulisic.
Ainda assim, os Estados Unidos mantêm a confiança em suas perspectivas de médio e longo prazo, depois de terem jogado com o segundo elenco mais jovem na Copa do Mundo de 2022, no Catar, onde fizeram uma campanha digna ao chegar às oitavas de final.
- Talentos locais -
Pochettino tem feito experiências com um elenco em constante mudança e formações variáveis ao longo dos últimos meses.
Pulisic, McKennie e Tim Weah (filho do lendário ex-jogador liberiano George Weah) são os talentos locais mais promissores que têm se destacado em ligas de alto nível.
Há também um outro grupo de americanos com dupla cidadania, como Folarin Balogun, que cresceu no Reino Unido, e que provavelmente liderará o ataque após uma espetacular sequência de gols pelo Monaco.
Outros integrantes desse grupo incluem os laterais Sergiño Dest e Antonee Robinson — nascidos na Holanda e na Inglaterra, respectivamente — e o meio-campista do Bayer Leverkusen, Malik Tillman, que nasceu na Alemanha.
- "Os sonhos inspiram a realidade" -
De modo geral, a rápida ascensão do 'soccer' é indiscutível.
Os Estados Unidos ficaram quatro décadas sem sequer se classificar para uma Copa do Mundo, até seu retorno em 1990. Desde então, a seleção americana tem superado regularmente a fase de grupos, ficando de fora apenas do torneio de 2018, na Rússia.
Seu maior sucesso na era moderna ocorreu na Copa do Mundo de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, quando a equipe de Bruce Arena eliminou Portugal na fase de grupos, derrotou o México nas oitavas de final e caiu diante da Alemanha nas quartas de final.
Chegar novamente entre os oito melhores pode ser o requisito mínimo para que a campanha de 2026 seja considerada um sucesso.
E além disso? "Temos que sonhar... Os sonhos inspiram a realidade", afirmou Pochettino.
M.Vogt--VB