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EUA avalia ataques mais duros contra Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (24) que ainda não decidiu se lançará ataques de grande escala contra o Irã, no momento em que o conflito ameaça se expandir pela região, com os ataques da Arábia Saudita aos rebeldes huthis.
Trump disse que adiaria uma operação importante agora que Teerã está "levando a sério" as conversas com Washington. "Eles estão ficando cada vez mais sérios com o passar dos dias, talvez pelo motivo óbvio."
O presidente americano ressaltou que sua linha vermelha seria o Irã estar perto de desenvolver uma arma nuclear. Trump disse que o Irã tinha que escolher entre um acordo ou enfrentar "um nível maior" de ataques, depois de quase duas semanas de operações americanas que deixaram sem efeito o cessar-fogo.
A guerra, que duraria até cinco semanas, segundo Trump, aproxima-se do seu quinto mês e impacta a popularidade do Partido Republicano antes das eleições legislativas de novembro, um pleito considerado fundamental para a segunda metade do mandato do presidente americano.
Os Estados Unidos afirmaram que o objetivo de seus ataques é encerrar o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz. Teerã respondeu com ataques a bases americanas no Oriente Médio, que já mataram quatro militares americanos.
Trump também insistiu em que Rússia e China não estão armando o Irã, apesar de informações de que os dois países estavam ajudando a inteligência de Teerã para atacar as forças americanas. "O presidente Xi disse que não participará e o presidente Putin disse o mesmo. Confio neles. Não acho que queiram me decepcionar."
Na frente diplomática, o chanceler chinês, Wang Yi, reuniu-se com seu colega iraniano, Abbas Araqchi, no Quirguistão. Wang pediu a retomada imediata das negociações e a implementação do memorando de entendimento destinado a aliviar a tensão no Oriente Médio e na região do Golfo, informou a agência Xinhua.
A.Ruegg--VB