-
Fiorentina empata com Napoli e se mantém invicta com Paolo Vanoli
-
Itália quer proibir a burca nas escolas, diz Meloni
-
Eleições regionais na Alemanha podem abalar o governo de Merz
-
Presidente do PSG é investigado na França por conflito de interesses
-
Drones ucranianos atingem Moscou no último dia das eleições legislativas
-
Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em direção ao mar
-
Israel anuncia detenção de suposto autor de ataque na Cisjordânia
-
Eleições regionais na Alemanha pode abalar o governo de Merz
-
Coreia do Norte lança dois projéteis no Mar do Leste
-
Rússia enfrenta grande ataque de drones ucranianos no último dia das eleições legislativas
-
Irã informou aos Estados Unidos condições para reabertura de Ormuz
-
Coalizão liderada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade
-
Cuba restabelece conexão da rede elétrica, mas apagões continuam
-
De volta aos palcos, Ed Sheeran diz que situação em Gaza é "injustificável"
-
Ed Sheeran volta aos palcos em meio à polêmica sobre os palestinos
-
Cuba restabelece conexão elétrica após novo apagão generalizado
-
Coalizão chefiada por sauditas acusa houthis de disparar míssil balístico contra Riade
-
Com hat-trick de Raphinha, Barça vence Sevilla e segue 100% no Espanhol
-
Paris FC e Lyon seguem invictos e entram na zona da Champions no Francês
-
Bachelet desiste de candidatura para chefiar secretaria-geral da ONU
-
Jogador do Cienciano denuncia "mala preta" de dirigente do City Torque na Sul-Americana
-
Borussia Dortmund mantém 100% de aproveitamento e se isola na liderança do Alemão
-
Trump diz que não vai tolerar as tentativas de frear o desenvolvimento da IA
-
Houthis do Iêmen reivindicam ataques contra a capital saudita
-
Inter arranca empate com Roma no duelo entre líderes do Campeonato Italiano
-
Houthis dizem ter atacado "locais sensíveis" na capital saudita
-
Campeão Arsenal é atropelado pelo Brighton e perde invencibilidade no Inglês
Ao menos 21 mortos em ataques de longo alcance na Rússia e na Ucrânia
Quinze pessoas morreram nesta sexta-feira (24) na Ucrânia e seis na Rússia em ataques de longo alcance, que tiveram como alvo principal um evento de defesa nos arredores de Kiev e depósitos da gigante russa do comércio eletrônico Wildberries, perto de São Petersburgo.
Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa contra a Ucrânia, a diplomacia permanece estagnada e ambos os lados intensificam os ataques de longo alcance, que causam um número crescente de vítimas civis.
Pelo menos dez pessoas morreram e quase cem ficaram feridas perto da capital ucraniana por mísseis russos que, segundo fontes, tinham como alvo um evento organizado por representantes da indústria de defesa ucraniana.
O procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, anunciou a abertura de uma investigação por "negligência", enquanto diversas figuras do setor criticaram as medidas de segurança inadequadas em torno do evento.
Além disso, cinco pessoas morreram e nove ficaram feridas por duas bombas guiadas russas lançadas sobre Sloviansk, uma das últimas cidades da região de Donetsk sob controle ucraniano, segundo autoridades locais.
Anteriormente, a Ucrânia lançou uma onda de ataques com drones e mísseis de longo alcance contra a Rússia.
Depósitos pertencentes à gigante russa do comércio eletrônico Wildberries foram atacados esta manhã perto de São Petersburgo, onde um repórter da AFP observou uma grande coluna de fumaça subindo acima dos prédios da cidade, e também na Crimeia anexada.
Outro ataque ucraniano teve como alvo uma empresa na região de Kirov, no centro do país, e deixou seis mortos e 26 feridos, disse o governador Alexander Sokolov no Telegram.
- "Horrível" -
Este é o terceiro ataque ucraniano em uma semana contra instalações da Wildberries, empresa muito popular na Rússia e conhecida como "a Amazon russa".
A CEO da empresa, Tatiana Kim, afirmou que foi possível "preservar parte de suas instalações e mercadorias", enquanto as autoridades relataram três feridos.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou na rede X que o depósito atacado nesta sexta-feira fornecia "componentes de drones, equipamentos de navegação e suprimentos militares ao exército de ocupação".
Ele também declarou que a empresa atacada em Kirov era "uma das principais empresas militares" do aparato russo.
O Kremlin havia negado anteriormente qualquer ligação entre a Wildberries e as forças armadas russas.
Durante a noite, Moscou derrubou 571 drones ucranianos em quinze de suas regiões e na península da Crimeia, anexada pela Rússia, segundo um comunicado do Ministério da Defesa russo.
"É horrível! O que está acontecendo me assusta", disse à AFP Svetlana, uma caixa de supermercado em São Petersburgo. "Eu gostaria que houvesse paz, mas você vê o que eles estão fazendo", acrescentou a mulher na casa dos 30 anos, referindo-se aos ucranianos.
Para Anna, uma professora de 50 anos, "esses ataques contra alvos civis só enfurecem ainda mais as pessoas", a ponto de, em sua opinião, até mesmo aqueles que se opõem à guerra começarem a desejar que ela continue.
As autoridades russas raramente admitem que drones ucranianos atingiram seus alvos e geralmente se limitam a especificar o número de dispositivos interceptados ou atribuir os incêndios a destroços que caíram no chão.
- "Sanções de longo alcance" -
No último fim de semana, oito trabalhadores noturnos morreram em um ataque a um dos principais depósitos da Wildberries, localizado nos arredores de Moscou, que foi reduzido a cinzas.
Os centros logísticos da empresa também foram atacados na madrugada de quarta-feira em Krasnodar e Nevinnomyssk, no sul do país.
Kiev chama sua campanha de "sanções de longo alcance" e afirma que os ataques são uma retaliação justificada aos ataques noturnos com drones e mísseis da Rússia contra suas cidades.
A ofensiva causou escassez de combustível em todo o país e, segundo o governo ucraniano, esgotou os recursos financeiros da Rússia para a guerra.
A Ucrânia também bombardeou vários navios russos que navegavam no Mar de Azov e no Mar Negro, forçando Moscou a buscar rotas de transporte alternativas para suas exportações.
Apesar disso, os ataques russos continuam na Ucrânia. Nos últimos dias, Moscou bombardeou o porto ucraniano de Odessa, no sul do país, e os navios que o utilizam, o que forçou os armadores a suspenderem suas escalas e bloqueou as vendas agrícolas de Kiev.
G.Schmid--VB