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Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em direção ao mar
A Coreia do Norte lançou neste domingo (20) dois mísseis balísticos em direção ao mar, diante de sua costa leste, informou o Exército da Coreia do Sul. O segundo projétil percorreu mais de 600 quilômetros.
Os lançamentos aconteceram depois que a Coreia do Norte rejeitou uma resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que condena o desenvolvimento de seu programa nuclear.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul afirmou em um primeiro comunicado que detectou "um míssil balístico lançado da região de Wonsan, na Coreia do Norte, às 15h00 (3h00 de Brasília) na direção" do Mar do Leste, nome utilizado no país para o Mar do Japão.
O projétil percorreu "quase 450 quilômetros", segundo o Exército.
"Nosso Exército também detectou um míssil balístico de curto alcance, lançado a partir da região de Wonsan, na Coreia do Norte", por volta das 17h50 (5h50 de Brasília), informou posteriormente o mesmo órgão ao detectar o segundo projétil, que percorreu "mais de 600 quilômetros".
Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão "trocaram informações" sobre o primeiro míssil, acrescentou a mesma fonte.
A Agência de Segurança Nacional da presidência sul-coreana convocou uma reunião de emergência após o lançamento para examinar a resposta e avaliar seu impacto, informou a presidência.
O governo sul-coreano instou Pyongyang a "cessar imediatamente" os lançamentos de mísseis balísticos e classificou o mais recente como um "ato grave", que viola as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O Japão transmitiu um "forte protesto" à Coreia do Norte pelo lançamento, que considera uma ameaça à paz e à segurança regionais, segundo a agência de notícias nipônica Kyodo, que cita o governo.
Em um comunicado divulgado no sábado pela agência oficial KCNA, o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano rejeitou a resolução da agência da ONU sobre seu programa nuclear.
A nota afirma que a resolução "não tem qualquer efeito" e é "ilegal", já que o país não é membro da AIEA.
Uma semana antes, Pyongyang lançou vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar.
Os disparos aconteceram um dia após o fim dos exercícios militares realizados na região por Seul, Washington e Tóquio, manobras criticadas por Pyongyang.
A Coreia do Norte executou seu primeiro teste nuclear em 2006 e, desde então, desenvolveu uma ampla gama de mísseis balísticos. O status de potência nuclear está na Constituição desde 2023.
Sob duras sanções das Nações Unidas, o país não volta à mesa de negociações sobre seu programa nuclear desde o fracasso, em 2019, de uma segunda reunião de cúpula entre o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e o presidente americano, Donald Trump.
Na quinta-feira, a influente irmã do dirigente norte-coreano, Kim Yo Jong, chamou de "idiotas" aqueles que exigem que seu país abandone o arsenal nuclear.
Em agosto, Trump afirmou que a Coreia do Norte possuía 57 armas nucleares "muito poderosas", enquanto a Coreia do Sul calcula o número entre 80 e 120.
P.Staeheli--VB