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Canais CNN e MS NOW têm acesso negado à Casa Branca
Os canais de televisão americanos CNN e MS NOW informaram que o governo negou acesso a seus profissionais à Casa Branca neste sábado (19), um dia após o presidente Donald Trump anunciar a medida contra as emissoras e o site Politico, devido ao que ele chama de "notícias falsas".
As duas emissoras denunciaram a medida como uma violação da Constituição dos Estados Unidos e prometeram continuar informando sobre o governo.
As empresas devem levar as proibições aos tribunais para recuperar o acesso à residência presidencial.
"A Casa Branca pertence ao povo americano e as decisões tomadas lá dentro são financiadas com nossos impostos", afirmou a MS NOW, antes MSNBC, na rede social X.
"Temos um direito, amparado pela Constituição dos Estados Unidos, de exercer nosso trabalho jornalístico sem obstáculos nem interferências por parte do governo, e a proibição é um ataque ilegal a este direito fundamental", afirmou a CNN.
O site Politico também foi vetado, segundo o anúncio de Trump.
Consultada, a Casa Branca enviou à AFP as declarações de Trump feitas na sexta-feira, nas quais anunciou o veto.
O republicano de 80 anos — que mantém uma relação incendiária com a mídia tradicional — advertiu que outros veículos podem ter o mesmo destino, mas não citou nomes.
"Tenho orgulho de anunciar que, com efeito imediato, estou proibindo a Fake News CNN, a MSNOW... e Politico... da Casa Branca como resultado de sua constante 'cobertura' de NOTÍCIAS FALSAS"!, afirmou Trump em sua plataforma Truth Social.
O republicano acrescentou que "os veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou informar constantemente FICÇÕES e MENTIRAS quando estão cobrindo o Presidente dos Estados Unidos".
Trump critica constantemente a imprensa cuja cobertura o desagrada. Ele apresentou várias ações por difamação contra veículos de comunicação, atacou a imprensa na Truth Social e agrediu verbalmente vários repórteres — sobretudo mulheres —, incluindo a apresentadora Kaitlan Collins, da CNN.
K.Sutter--VB