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Trump acusa China de ter 'violado' acordo sobre tarifas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China nesta sexta-feira (30) de ter "violado" o acordo entre os dois países para reduzir suas tarifas, no momento em que as negociações comerciais parecem estar em um impasse.
As duas maiores economias do mundo concordaram este mês em pausar a escalada comercial que elevou as tarifas sobre os produtos americanos em 125% e 145% sobres os bens chineses.
Mas o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou ao canal Fox News que as negociações comerciais com a China estão "um pouco estagnadas".
Questionado na sexta-feira sobre as observações de Bessent, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, respondeu em uma coletiva de imprensa que Pequim "já deixou clara sua posição sobre as tarifas em várias ocasiões".
- Ataque à China -
Horas depois, Trump recorreu à sua plataforma Truth Social, como de costume, para criticar Pequim. "A China, talvez não surpreendentemente para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO", declarou em letras maiúsculas e sem fornecer mais detalhes.
Questionado pela emissora CNBC sobre as afirmações do presidente, o representante do Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, acusou a China de continuar "desacelerando e sufocando coisas como minerais críticos".
Acrescentou, ainda, que o déficit comercial dos EUA com a China "continua enorme" e que Washington não vê grandes mudanças no comportamento do gigante asiático.
Na quinta-feira, Bessent sugeriu que Trump e seu contraparte chinês Xi Jinping poderiam se envolver diretamente nas negociações.
"Acho que, dada a magnitude das negociações e sua complexidade, será necessário que ambos os líderes intervenham", disse Bessent à Fox News.
Desde que retornou à Casa Branca em janeiro, o republicano impôs novas tarifas sobre a maioria dos parceiros comerciais dos EUA, com taxas ainda maiores para a China.
Quando entraram em vigor, as tarifas paralisaram grande parte do comércio entre EUA e China, visto que as empresas interromperam os envios à espera de que os dois governos chegassem a um acordo.
Os planos tarifários de Trump são travados nos tribunais. Um tribunal comercial decidiu esta semana que o presidente ultrapassou sua autoridade ao exercer poderes econômicos de emergência para justificar taxas abrangentes.
A corte bloqueou a maioria das tarifas impostas desde que Trump voltou ao cargo, embora esta decisão tenha sido suspensa enquanto se aguarda o processo de recurso.
No entanto, a sentença deixa intactas as tarifas que o governo americano impôs sobre as importações de setores específicos, como aço e automóveis.
Em Washington, em outro caso, um juiz federal decidiu na quinta-feira que as taxações impostas por Trump ao Canadá, México e China são "ilegais", mas as manteve em vigor por 14 dias para que as partes recorram.
Trump espera que a Suprema Corte, de maioria conservadora, intervenha para que ele possa prosseguir com sua política comercial.
T.Egger--VB