-
Maradona comia pouco e ficava prostrado na cama, revela cuidador em julgamento
-
Vozinha é apresentado no Colo Colo: 'Sempre acreditei que era jogador de time grande'
-
Svitolina e Swiatek avançam à 3ª rodada do WTA 1000 de Toronto
-
EUA espera acordo "muito em breve" sobre Estreito de Ormuz
-
Polícia do DF investiga plano de atentados contra Poderes durante as eleições
-
Arsenal intensifica negociações com Newcastle para contratar Bruno Guimarães
-
Nepal faz vigília em homenagem a alpinistas mortos em avalanche no Paquistão
-
Barcelona contrata atacante brasileira Kerolin em tranferência recorde
-
Mais de 170 migrantes são resgatados ao tentar cruzar o Canal da Mancha
-
Iraque exportou 30 milhões de barris de petróleo através de Ormuz em um mês
-
Nicolas, lateral do São Paulo, é detido após atropelar e matar idoso
-
Ex-guerrilheiros colombianos temem por seu futuro ante chegada ao poder de De la Espriella
-
Em Cuba, "dar um jeito" na crise dia após dia tem um custo
-
Rúben Amorim promete dar continuidade ao legado de Baresi no Milan
-
'Nenhuma decisão', diz Xabi Alonso sobre retorno de Mudryk após suspensão
-
Erupção de vulcão na Guatemala deixa centenas de deslocados
-
Francês Hervé Renard é o novo técnico da Costa do Marfim
-
Democratas votam em primárias no Michigan, estado crucial nas legislativas
-
Cuba restabelece rede elétrica após apagão nacional
-
Milhares de pessoas dão último adeus a Franco Baresi
-
Ex-advogado pessoal de Trump avança em sua confirmação como procurador-geral dos EUA
-
Marco Rubio espera que transição na Venezuela leve 'meses, não anos'
-
Banco Mundial insta países em desenvolvimento a adotarem IA para melhorar sua governança
-
Barcelona empresta goleiro Ter Stegen ao Ajax
-
Bubista, técnico de Cabo Verde na Copa, é anunciado por clube do Marrocos
-
Japão considera necessário reforçar suas forças armadas com 'urgência'
-
Erupção do Vulcão de Fogo força deslocamento de centenas de pessoas na Guatemala
-
Dirigentes da Fifa aumentam pressão sobre Infantino
-
Suspeito relacionado a incêndios no noroeste dos EUA é preso
-
Polícia Civil investiga suspeitos de planejar ataques durante eleições no Brasil
-
EUA espera acordo sobre Estreito de Ormuz antes de quarta-feira
-
Após crise em Ceuta, UE busca reconstruir consensos
-
Reino Unido recupera ouro de resíduos eletrônicos para fabricar joias
-
Secretário do Tesouro dos EUA diz que há chances de acordo com Irã para reabrir Ormuz
-
Salvadorenho morreu em centro de detenção migratória em Nova Jersey
-
Neymar evita pensar em 2027, mas pai do jogador descarta aposentadoria
-
Rabat diz que alertou Madri sobre risco representado por decisão judicial espanhola
-
Projétil atinge navio e tensão aumenta em Ormuz
-
UE se reúne para discutir crise migratória em Ceuta
-
Ataques entre Rússia e Ucrânia deixam oito mortos
-
Bombeiros lutam para conter incêndio ao noroeste de Atenas
-
Guatemala declara alerta de 'perigo' após erupção de vulcão
-
Mais de 65 mil pessoas fogem dos incêndios que devastam cidade no noroeste dos EUA
-
Petro diz temer 'guerra civil' na Colômbia após suposta fraude eleitoral
-
Trump afirma que EUA e Irã negociam e alerta para 'última oportunidade'
-
Incêndio na França revela obuses da Segunda Guerra Mundial
-
Mau tempo em cuba dificulta reconexão elétrica após apagão
-
Conselho de Paz tranquiliza Israel após objeções a retirada de Gaza
-
Tarifas de Trump voltam à mira da Justiça nos EUA
-
Crise em Ceuta abre nova frente para premier da Espanha
IA será responsável por 'mudança fundamental' no jornalismo, afirma especialista
A inteligência artificial (IA) sacode o jornalismo e vai provocar em breve "uma mudança fundamental no ecossistema da informação", afirmou em entrevista à AFP o consultor David Caswell, ex-funcionário do Yahoo! e da equipe de inovação da BBC.
Pergunta: Como você enxerga o jornalismo do futuro?
Resposta: Ainda não sabemos, mas estamos explorando as possibilidades. No entanto, algumas coisas estão cada vez mais claras: uma delas é o fato de que, provavelmente, mais meios de comunicação serão criados, originados e alimentados por máquinas, que coletarão informações e produzirão mais conteúdo de áudio, vídeo e texto.
Isso representa uma mudança fundamental no ecossistema da informação em geral e, especialmente, no das notícias. É estruturalmente diferente do sistema atual. Não sabemos quanto tempo isso vai levar, talvez dois, quatro ou sete anos.
Eu acredito que será mais rápido, porque há pouca resistência. Pode haver questões legais, hábitos dos consumidores e dos jornalistas que retardem o processo. Mas não são necessários novos dispositivos, conhecimentos técnicos nem muito dinheiro para produzir.
Todas essas foram barreiras na primeira geração de IA, que já não existem graças à IA generativa.
P: Quais foram os últimos avanços nas redações?
R: Existem certas ferramentas que permitem um fluxo de trabalho com a IA, usadas na Dinamarca pelo grupo JP/Politikens para aumentar a eficácia. Ao mesmo tempo, é uma base para a transição de seu modelo, já que existe uma infraestrutura por trás dessa ferramenta.
O Google trabalha em uma ferramenta chamada Genesis, que está sendo testada nos Estados Unidos com editores. Em resumo, você introduz os dados, os PDFs, as transcrições e os áudios e vídeos. A ferramenta ajuda a analisá-los, resumi-los e transcrevê-los. O jornalista se encarrega de coordenar, verificar o conteúdo e editar. O trabalho se torna a gestão dessa ferramenta.
Tecnicamente, funciona, mas outra coisa e colocá-lo em prática em uma redação em larga escala e saber se será produtivo a longo prazo.
P: Qual é o custo?
R: Na última década, era muito caro. Era difícil, era necessário construir uma base de dados, ter um acordo comercial com a nuvem da Amazon ou do Google, contratar especialistas, engenheiros, era um investimento grande. Apenas a BBC, o The New York Times, esse tipo de organização, podia se dar ao luxo.
Com a IA generativa, isso mudou. É possível gerenciar um fluxo de informações por meio de uma interface de pagamento por US$ 20 (R$ 104) ao mês. Não é necessário saber programar. O que é necessário é motivação, entusiasmo e curiosidade.
Muitas pessoas nas redações que não teriam se envolvido no passado, porque não tinham formação técnica, podem usá-la agora. É uma forma muito mais aberta de IA. Acredito que isso vá sacudir as redações.
P: Em que etapa da IA estamos?
R: A IA existe desde a década de 1950. Mas a IA com aplicações práticas surgiu em 2022, com o ChatGPT. Levará muitos anos até que compreendamos como usá-las para criar algo valioso. Há muitas coisas que podem ser feitas.
O risco é que as empresas de tecnologia e startups façam as coisas mais rapidamente do que as redações. Muitas empresas emergentes não têm um componente editorial. Podem absorver comunicados de imprensa, relatórios, elementos das redes sociais.
P: Como a IA pode ser, ao mesmo tempo, um risco e uma oportunidade?
R: Nos últimos 10 ou 15 anos, o jornalismo realmente não teve uma visão de futuro plausível sobre como se desenvolver no mundo das redes sociais. O que a IA faz é dar às organizações jornalísticas a oportunidade de mudar essa situação, de participar de um novo ecossistema. É bom ser otimista, comprometer-se, explorar, ter projetos, experimentar, mudar de perspectiva, é algo que comprovo.
Como diz Jelani Cobb, decano da Escola de Jornalismo de Columbia: "A IA é uma força que não pode ser ignorada, em torno da qual o jornalismo vai ter que se organizar", e não o contrário.
H.Weber--VB