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Casa Branca restringe acesso de jornalistas ao gabinete de imprensa
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibiu nesta sexta-feira (31) o acesso de jornalistas a parte do gabinete de imprensa da Casa Branca sem agendamento, devido à necessidade de proteger "informações sensíveis".
Os jornalistas credenciados "não têm mais permissão" para visitar a seção onde se encontra o escritório da porta-voz Karoline Leavitt "sem autorização prévia mediante agendamento", informou o Conselho de Segurança Nacional (NSC, sigle em inglês) em memorando dirigido a Karoline e ao diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung.
Até agora, os repórteres podiam circular livremente pela área conhecida como “Upper Press”, onde costumavam se aproximar de Karoline ou de outros funcionários do gabinete de imprensa para tentar obter informações ou confirmar notícias.
Segundo o memorando, os meios de comunicação ainda terão acesso à área ao lado da famosa sala de imprensa da Casa Branca - chamada “Lower Press” -, onde ficam os postos dos jornalistas menos experientes.
Cheung defendeu a medida e afirmou, sem apresentar provas, que os jornalistas estavam "emboscando" os secretários do gabinete no local e gravando vídeos e áudios em sigilo. "Os secretários vêm rotineiramente ao nosso escritório para reuniões privadas e são cercados por repórteres que ficam aguardando do lado de fora", criticou o diretor.
A decisão foi anunciada em um contexto de restrições cada vez mais amplas impostas pelo governo Trump a jornalistas, incluindo novas regras no Pentágono que grandes veículos, como a AFP, se recusaram a assinar no começo do mês.
"Esta política garantirá a adesão às melhores práticas relacionadas ao acesso a material sensível", apontou o memorando. O texto acrescenta que a mudança era necessária porque os funcionários de imprensa da Casa Branca lidam agora rotineiramente com materiais confidenciais, após “mudanças estruturais recentes no Conselho de Segurança Nacional”.
Trump fez mudanças no poderoso NSC, agora controlado pelo secretário de Estado, Marco Rubio. A alteração ocorreu depois que o ex-assessor de Segurança Nacional Mike Waltz foi transferido, em maio, após um escândalo envolvendo o uso do aplicativo Signal para planejar ataques no Iêmen.
Desde o retorno do presidente republicano ao poder, veículos de comunicação tradicionais tiveram seu acesso a locais como o Salão Oval e o Air Force One reduzido, enquanto mídias de direita alinhadas a Trump ganham destaque.
K.Hofmann--VB