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Fugitivo Marset pede que familiares requeridos pelo Paraguai sejam julgados no Uruguai
O uruguaio Sebastián Marset, fugitivo da Justiça paraguaia por narcotráfico, disse no domingo em uma entrevista televisiva feita em um lugar desconhecido que está em negociações com autoridades de Montevidéu para que seus familiares, também solicitados por Assunção, sejam julgados no Uruguai.
Marset, de 32 anos, é procurado em todo o mundo por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, segundo o alerta vermelho da Interpol emitido em 3 março de 2022 a pedido do Paraguai. Em julho, ele conseguiu fugir da polícia na Bolívia, onde vivia com sua esposa e os quatro filhos.
Em declarações ao programa 'Santo y Seña' do Canal 4, do Uruguai, Marset disse "confiar" na Justiça uruguaia e pediu que seu irmão Diego Marset, sua esposa Gianina García Troche e seu cunhado Mauro García Troche tenham "garantias" para que se entreguem em seu país e lá sejam julgados.
"Quero que se faça justiça porque meu irmão, meu cunhado e minha esposa não tem nada a ver com minhas coisas", disse à jornalista Patricia Martín.
Em fevereiro de 2022, "A Ultranza", uma grande operação contra o crime organizado no Paraguai, identificou Marset como um dos líderes de uma rede internacional de narcotráfico e lavagem de dinheiro. Também foram imputados seu irmão, sua esposa e seu cunhado.
Marset, que permaneceu preso no Uruguai por narcotráfico de 2013 a 2018, rejeitou que cumpram prisão preventiva.
"Se quiserem colocar uma tornozeleira eletrônica ou um policial 24 horas em seu domicílio até que o caso termine, concordo. Mas não concordo que pessoas sem antecendentes e que não cometeram um crime sejam presas", afirmou.
Santiago Moratorio, advogado uruguaio de Marset, disse que negociações foram iniciadas com o Ministério Público e o Ministério do Interior do Uruguai para evitar a extradição de Diego Marset e dos irmãos García Troche ao Paraguai.
B.Wyler--VB