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Trump se recusa a promulgar lei de habitação até Congresso aprovar reforma eleitoral
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (24) que não vai promulgar uma lei de habitação até que o Congresso aprove uma reforma eleitoral que impõe restrições às modalidades de votação, um pedido dele.
"A coletiva de imprensa e a assinatura do projeto de habitação de hoje estão canceladas até que aprovemos a tão desesperadamente necessária Lei para Salvar os Estados Unidos (Save America Act), que considero uma emergência nacional", publicou Trump em suas redes sociais.
O Save America Act exige que os estados, que têm por lei a prerrogativa de organizar as eleições, obriguem os eleitores a apresentar uma prova de cidadania, como um passaporte, ao se registrarem para votar, e um documento de identificação com foto para poderem votar. Essas medidas são consideradas discriminatórias pelos opositores democratas, que denunciam uma tentativa de prejudicar seu eleitorado nos estados sob seu controle.
A nova lei de habitação, aprovada ontem com um amplo apoio de ambos os partidos no Congresso, tem como objetivo principal facilitar a construção de novas unidades, sobretudo por meio da flexibilização de normas e da aceleração das avaliações de impacto ambiental. Para Trump, no entanto, esse texto tem uma "importância menor" e "pesa pouco em comparação com o Save America Act".
Trump exige há semanas que a reforma eleitoral seja aprovada no Congresso, embora os responsáveis pela maioria republicana tenham lhe explicado que isso é altamente improvável, devido às regras do Senado e à falta de apoio até mesmo no campo republicano.
A nova lei de habitação deveria representar a luta empreendida por Trump e pelos republicanos contra o custo de vida, tema central das eleições de meio de mandato em novembro.
O presidente se reuniu hoje com a bancada republicana do Senado para aparar arestas, depois de atritos nas últimas semanas. "Acho que tivemos uma grande reunião. Temos um partido muito unido", afirmou o presidente, ao deixar o encontro.
Na véspera, o Senado aprovou uma resolução para ordenar a retirada das forças americanas envolvidas no conflito com o Irã, uma votação não vinculante, mas que irritou Trump.
W.Huber--VB