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Ministro britânico da Defesa renuncia por desacordo com Starmer sobre investimento militar
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, assegurou nesta quinta-feira (11) que fará "tudo o que for necessário para garantir a segurança" do Reino Unido, após a renúncia de seu ministro da Defesa, John Healey, em desacordo com o orçamento militar do governo.
A saída repentina de Healey ocorre após meses de atrasos na aguardada Estratégia de Investimento em Defesa (DIP, na sigla em inglês), que deveria definir o financiamento para a próxima década, e depois de novos relatórios indicarem que os recursos destinados à área ficariam muito abaixo do solicitado.
"O senhor não foi capaz, e o Ministério das Finanças não quis mobilizar os recursos de que a nação necessita para defender o país neste período de ameaças crescentes", escreveu Healey em sua carta de renúncia, dirigida a Starmer e publicada no X.
Em resposta, Keir Starmer assegurou que fará "sempre o que for necessário para garantir a segurança" do Reino Unido.
O futuro plano de investimento "fornecerá os recursos de que nossas Forças Armadas necessitam" e lhes "permitirá (...) transformar-se e modernizar-se", escreveu.
A renúncia de Healey representa um novo golpe para Starmer e ocorre em um momento crucial para o líder trabalhista, uma semana antes de uma eleição parcial que poderia desencadear uma tentativa de destituí-lo e substituí-lo.
O prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, concorre na eleição da próxima quinta-feira para a cadeira parlamentar de Makerfield e afirmou que participaria de uma eventual disputa pela liderança do Partido Trabalhista, embora até agora nenhum processo de sucessão tenha sido iniciado.
Anteriormente, Healey também era mencionado como possível aspirante à liderança trabalhista, mas não há indícios de que sua renúncia esteja relacionada a essas especulações.
O governo trabalhista de Starmer, eleito em julho de 2024 após 14 anos de governos conservadores, começou a cumprir sua promessa de aumentar os gastos com defesa, priorizando os compromissos assumidos com a OTAN.
No entanto, a publicação do plano de investimento em defesa (DIP), destinado a cobrir um déficit de financiamento de longo prazo, era inicialmente esperada para o fim de 2025, mas foi adiada repetidamente.
Segundo informações publicadas nesta quinta-feira, espera-se que o plano seja anunciado na próxima semana.
Em sua carta, Healey assinalou que teve acesso completo ao documento, que "fica muito aquém do que é necessário para a defesa e para o país neste momento perigoso".
"Sem uma DIP à altura das circunstâncias, vejo-me obrigado a tomar decisões que reduziriam a prontidão de nosso Exército, aumentariam o risco para o pessoal mobilizado em operações e poderiam tornar o país menos seguro."
G.Haefliger--VB