-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI sobe 1,08% na abertura; EDP Renováveis lidera ganhos
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
Cuba diz que quer avançar rumo a reformas de liberalização econômica
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira (18) que a economia de seu país, afetada por uma profunda crise econômica sob pressão de Washington, necessita de "mudanças urgentes", no momento em que a Assembleia Nacional se prepara para aprovar um pacote de reformas voltadas para uma maior economia de mercado.
Essas reformas, cujos detalhes ainda não são totalmente conhecidos, buscam abrir mais setores ao investimento privado, atrair mais capital dos cubanos que vivem no exterior, reduzir o peso do Estado e conceder maior autonomia às empresas públicas.
"A realidade nos impõe mudanças urgentes e necessárias", declarou o chefe de Estado em um discurso transmitido pela televisão estatal e pronunciado na quarta-feira durante uma sessão extraordinária do Comitê Central do Partido Comunista (PCC, partido único).
Durante essa sessão extraordinária, a instância máxima do partido aprovou um pacote de reformas voltadas para uma maior liberalização econômica, cujas diretrizes haviam sido apresentadas por Díaz-Canel na semana passada.
"Algumas delas não terão consenso absoluto, mas são inadiáveis", insistiu o presidente cubano nesta quinta-feira.
Esses anúncios de reformas ocorrem enquanto o presidente americano, Donald Trump, aplica uma política de máxima pressão sobre a ilha, submetida há quase cinco meses a um bloqueio petrolífero.
O influente ex-presidente Raúl Castro já deu seu apoio às reformas, e a Assembleia Nacional do Poder Popular reúne-se em caráter de urgência na tarde desta quinta-feira para aprová-las.
"Quando a vida do povo se torna tão difícil, o primeiro dever do Partido Comunista e do Governo revolucionário não é explicar melhor a crise, mas mudar o que for necessário para sair dela", continuou o chefe de Estado, que também é primeiro-secretário do PCC.
- "Decisões inteligentes" -
Díaz-Canel, que mencionou os exemplos da China e do Vietnã, defendeu uma transformação econômica "profunda e ágil, executável no curto prazo". Na semana passada, ele havia afirmado que o leque de atividades abertas ao setor privado será "o mais amplo possível".
As empresas privadas, com até 100 funcionários, estão autorizadas na ilha comunista desde 2021. Cerca de 10 mil empresas ocupam um espaço crescente no tecido econômico cubano e atualmente empregam um terço da população economicamente ativa.
O bloqueio americano levou a economia cubana, submetida a embargo desde 1962, à beira do colapso, provocando apagões generalizados, além da escassez de alimentos, combustível, água potável e medicamentos.
Washington não esconde seu desejo de ver uma mudança de modelo econômico e até mesmo de regime na ilha situada a cerca de 150 quilômetros da costa da Flórida.
"Se eles tomarem decisões inteligentes, teremos uma relação muito melhor com essa ilha", reagiu o vice-presidente americano, JD Vance, ao ser questionado na Casa Branca sobre uma possível intervenção militar em Cuba após a assinatura de um acordo entre Washington e Teerã.
O presidente cubano pediu a criação de "um ambiente institucional e regulatório" que incentive empresas e trabalhadores a produzir bens e oferecer serviços de qualidade e com eficiência.
"Há obstáculos que não vêm de fora, nem do bloqueio (americano). Há lentidão, burocracia, normas que dificultam a vida de quem quer produzir e decisões que adiamos" por "erro", reconheceu.
- "A revolução desmoronará" -
Para o historiador Michael Bustamante, existe "um grau de franqueza revigorante" sobre a situação econômica da ilha, que possui 9,6 milhões de habitantes, nunca se recuperou plenamente da pandemia e viu sua produção agrícola e industrial cair drasticamente nos últimos anos.
"Muitas das coisas que estão sendo anunciadas ainda precisam ser traduzidas em regulamentações e normas concretas. A grande incógnita é quão rapidamente isso acontecerá", acrescentou o pesquisador da Universidade de Miami.
Para Víctor Hierrezuelo, funcionário bancário de 63 anos, "o momento é delicado para a revolução (socialista cubana) e, se não aterrissarmos" com novas reformas, "a revolução desmoronará".
Outros cubanos consultados pela AFP não esconderam seu ceticismo.
"São mentiras, estamos há 67 anos na mesma situação", afirmou uma moradora que preferiu não revelar sua identidade.
W.Huber--VB