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Trump diz que adiou ataque contra o Irã a pedido de países do Golfo
O presidente Donald Trump anunciou nesta segunda-feira (18) que adiou um ataque contra o Irã previsto para terça-feira, em resposta a um pedido de dirigentes de países do Golfo, e afirmou que estão em andamento "negociações sérias" com Teerã.
No entanto, também disse que os Estados Unidos estão preparados para lançar um "ataque total, em grande escala contra o Irã, de maneira imediata, caso não se alcance um acordo aceitável", segundo uma mensagem publicada em sua plataforma Truth Social.
O republicano especificou que o pedido para suspender a operação militar partiu dos dirigentes do Catar, da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, que, segundo ele, consideram possível alcançar um acordo.
Qualquer pacto, disse o republicano, deve garantir que o Irã não desenvolva uma arma nuclear.
Mais cedo na segunda-feira, a chancelaria iraniana assegurou ter respondido a uma nova proposta americana destinada a pôr fim à guerra.
Washington e Teerã trocaram propostas de acordo para encerrar o conflito desencadeado pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, mas realizaram apenas uma rodada de conversas apesar do precário cessar-fogo.
"Como anunciamos ontem, nossas preocupações foram transmitidas à parte americana", declarou em uma coletiva de imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei.
O porta-voz acrescentou que as trocas de mensagens "continuam por meio do mediador paquistanês", sem oferecer mais detalhes.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou em uma mensagem no X que "dialogar não significa capitular".
"A República Islâmica do Irã conduz o diálogo com dignidade, autoridade e respeito pelos direitos da nação, e em nenhum caso renunciará aos direitos legítimos do povo e do país", afirmou.
- Gestão do Estreito de Ormuz -
A Fars destacou que a proposta iraniana enfatiza que Teerã continuará a administrar o estratégico Estreito de Ormuz, que o Irã mantém fechado na prática desde o início da guerra.
Nesta segunda-feira, o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano anunciou a criação de um novo órgão para administrar o estreito.
Em sua conta oficial na rede X, o Conselho compartilhou uma publicação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) na qual afirma que oferecerá "informações em tempo real sobre as operações" na passagem marítima.
Por sua vez, a Guarda Revolucionária declarou que os cabos de fibra óptica que cruzam o estreito também poderiam estar sujeitos a um sistema de licenças.
"Após a imposição de controle sobre o Estreito de Ormuz, o Irã, reivindicando sua soberania absoluta sobre o leito e o subsolo de suas águas territoriais (...), poderia declarar que todos os cabos de fibra óptica que cruzam a hidrovia estão sujeitos a licenças", declarou o exército ideológico da república islâmica nas redes sociais.
- Mais de 3.000 mortos no Líbano -
Na frente libanesa, o Ministério da Saúde indicou que os bombardeios israelenses mataram mais de 3.000 pessoas desde 2 de março, quando começou a guerra entre as forças israelenses e o movimento pró-iraniano Hezbollah.
O ministério registrou 3.020 mortes e especificou que entre os mortos havia 211 pessoas com menos de 18 anos e 116 profissionais de saúde. Além disso, 9.273 pessoas ficaram feridas.
Um frágil cessar-fogo está em vigor no país desde 17 de abril, mas ambos os lados se acusam mutuamente de violá-lo.
O presidente libanês, Joseph Aoun, prometeu fazer tudo o que for necessário para acabar com o conflito.
Aoun também observou que as negociações em curso com Israel, rejeitadas pelo Hezbollah, visam principalmente garantir a retirada das forças israelenses e permitir que as pessoas deslocadas retornem às suas casas.
L.Meier--VB