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亞歷克斯・博迪獲任命為 SCANDIC FINANCE 集團副總裁
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Алекс Боди назначен вице-президентом группы SCANDIC FINANCE
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Direitista Laura Fernández assume, com seu antecessor, governo de linha dura na Costa Rica
A direitista Laura Fernández assume, nesta sexta-feira (8), a presidência da Costa Rica com um projeto de linha dura e concentração de poderes tutelado por seu antecessor, algo inédito em um país considerado por muito tempo um dos mais democráticos das Américas.
A cientista política, de 39 anos, governará à sombra de seu mentor, o presidente em final de mandato Rodrigo Chaves, a quem nomeou superministro encarregado de controlar a agenda política e econômica do chamado "governo da continuidade".
Diante de uma multidão no Estádio Nacional de San José, feriado decretado pelo governo, Fernández prestará juramento para um mandato de quatro anos após vencer confortavelmente as eleições de 1º de fevereiro, graças à popularidade de Chaves.
Ex-ministra da Presidência de Chaves, ela assume as rédeas do pequeno país centro-americano de 5,2 milhões de habitantes, famoso por sua estabilidade política e por sua riqueza natural, um ímã para turistas, mas hoje com um recorde de assassinatos ligados ao narcotráfico.
"Quero andar na rua e não temer um tiroteio. O país se afundou na violência. Também espero que o custo de vida diminua", disse à AFP Nancy Gutiérrez, dona de casa de 50 anos.
Fã do presidente Nayib Bukele, ela promete concluir uma penitenciária inspirada na megaprisão para membros de gangues de El Salvador, endurecer penas e impor estados de exceção em zonas conflituosas.
Aliada, como Chaves, de Donald Trump, Fernández consolida a direita na América Latina, após recentes vitórias no Chile, na Bolívia e em Honduras.
- "Tentações autoritárias" -
Governará com um Congresso em que seu partido tem 31 dos 57 deputados, uma maioria conveniente para buscar aliados em seu afã de reformar o Estado, sobretudo o Poder Judiciário, ao qual atribui a insegurança e a proteção de elites tradicionais.
"Vamos apertar", disse a segunda mulher a governar a Costa Rica ao anunciar seu gabinete, quase todo herdado de Chaves. "A mudança será profunda e irreversível", promete.
Opositores e analistas consideram que seu projeto aponta para uma hegemonia semelhante à de Bukele, que acumulou poder absoluto e instaurou a reeleição indefinida com base no sucesso de sua guerra contra as gangues, criticada por grupos de direitos humanos.
"Estamos vendo uma diarquia (governo compartilhado)", opina o cientista político argentino Daniel Zovatto, que classificou como "muito perigosa" a "concentração de poder" em um presidente em fim de mandato "com tentações autoritárias".
Constantino Urcuyo, doutor em sociologia política pela Sorbonne, disse à AFP que o "modelo Bukele não cabe na Costa Rica". "Vivemos traços de autoritarismo e o vento soprou para a direita, mas ainda há instituições fortes para resistir", avaliou.
Chaves, economista de 64 anos, popular por seu estilo sarcástico e confrontativo, deve esperar dois mandatos para voltar a se candidatar à reeleição, mas deputados governistas não descartam mudar essa norma.
Ao ser nomeado ministro da Presidência e da Fazenda, manterá imunidade diante de investigações que o apontam por corrupção e por fazer campanha a favor de Fernández, o que era proibido por lei.
Zovatto e seus opositores acreditam que ela governará com submissão a Chaves, uma afirmação questionada por Urcuyo, que foi seu professor de ciências políticas na Universidade da Costa Rica.
F.Stadler--VB